O DCM recebeu um documento da líder da Bancada Feminina na Câmara, deputada Jack Rocha, e das deputadas Gleisi Hoffmann, Dandara, Ana Pimentel, Carol Dartora, Natália Bonavides, Maria do Rosário, Camila Jara, Denise Pessoa, Benedita da Silva, Adriana Accorsi, Erika Kokay, Ana Paula Lima e Juliana Cardoso apresentaram representação à Procuradoria-Geral da República para apurar declarações de Paulo Figueiredo, com possível participação de Flávio Bolsonaro, que atacam o voto feminino e desqualificam a autonomia política das mulheres.
A representação também pede investigação sobre a circulação de teses ligadas ao chamado “voto familiar”, atribuídas ao Livro Amarelo do partido Missão, que relativizam o sufrágio universal e abrem caminho para a substituição do voto individual por formas de tutela familiar.
Para as parlamentares, esse tipo de discurso agride a Constituição, atinge diretamente mais de 81 milhões de eleitoras e tenta naturalizar uma visão patriarcal da política, na qual a mulher deixa de ser reconhecida como cidadã plena.
As deputadas pedem que a PGR instaure procedimento, preserve provas digitais, oficie plataformas, apure monetização, impulsionamento e coordenação de redes, além de comunicar o TSE para adoção de medidas contra propaganda discriminatória e violência política de gênero, inclusive a adoção de medidas judiciais para remoção do conteúdo ilícito. A iniciativa afirma que atacar o voto das mulheres, em ano eleitoral, é atacar a própria democracia brasileira.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/deputadas-acionam-pgr-contra-paulo-figueiredo-por-ataques-ao-voto-feminino/

