Desesperados, filhos de Bolsonaro usam Segurança Pública para atacar a gestão Lula

Flávio, Jair e Eduardo Bolsonaro – Reprodução

Desde terça-feira (29), após a megaoperação no Rio de Janeiro que resultou em pelo menos 121 mortos, os filhos de Jair Bolsonaro (PL) passaram a concentrar postagens sobre o tema da segurança pública. Eles interromperam temporariamente a praticamente fracassada campanha por anistia ao ex-presidente e direcionaram críticas ao governo Lula (PT), mencionando facções criminosas como o Comando Vermelho. As publicações apontam falhas no combate ao crime organizado.

O senador Flávio Bolsonaro, candidato à reeleição em 2026, realizou aproximadamente 50 postagens em quatro dias. Ele destacou elogios ao governador Cláudio Castro (PL) e ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio também citou temas relacionados a policiamento e ações militares em comunidades do Rio, apresentando comparações com governos anteriores em suas redes sociais.

Presidente da Comissão de Segurança Pública do Senado, Flávio integra a CPI do Crime Organizado como membro titular ao lado do senador Sérgio Moro. Eduardo Bolsonaro (PL), que vinha comentando divergências entre Lula e Donald Trump, passou a abordar o tema da segurança no país. Carlos Bolsonaro também realizou postagens, mas em menor escala. Jair Renan (PL) não comentou o assunto.

A megaoperação realizada no Rio de Janeiro começou na terça-feira (29) e teve como foco o combate a facções criminosas que atuam em áreas dominadas pelo tráfico. A ação mobilizou policiais civis, militares e forças especiais, com incursões simultâneas em regiões de difícil acesso. O objetivo declarado era interromper rotas de armamentos, prender lideranças locais e apreender armas de alto calibre usadas em confrontos frequentes.

As ações ocorreram principalmente em complexos de favelas, onde agentes enfrentaram forte resistência armada. Durante os confrontos, helicópteros e blindados foram deslocados para apoio, e equipes de solo avançaram em áreas de mata e becos estreitos. Moradores relataram interrupções em serviços, fechamento de escolas e suspensão de atividades comerciais devido ao intenso tiroteio.

Ao menos 121 pessoas morreram, segundo balanços divulgados por autoridades locais ao longo da semana. Entre os mortos, a maior parte é apontada como integrante de organizações criminosas, segundo a polícia. O número elevado reacendeu discussões sobre operações de alto impacto, métodos de atuação e consequências para comunidades afetadas.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/desesperados-filhos-de-bolsonaro-usam-seguranca-publica-para-atacar-a-gestao-lula/