As suplências ao Senado se transformaram em um dos ativos mais disputados da aliança que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Paulo.
Com as candidaturas de Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) liderando as pesquisas de intenção de voto, partidos da base já travam uma intensa batalha pelos postos de suplente, considerados estratégicos diante da possibilidade de ambas voltarem a ocupar ministérios em um eventual novo governo Lula.
Nos bastidores, dirigentes admitem que as quatro vagas de suplência serão disputadas “a tiro”.
A avaliação é simples: caso Lula seja reeleito e convide Tebet e Marina para a Esplanada dos Ministérios, os suplentes assumirão automaticamente os mandatos no Senado, transformando cargos hoje vistos como secundários em posições de enorme peso político.
A expectativa é reforçada pelos números da mais recente pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas. Marina Silva aparece na liderança da disputa pelas duas vagas ao Senado por São Paulo, com 35,1% das intenções de voto, seguida por Simone Tebet, com 32,4%.
O PT já se movimenta para garantir espaço na chapa.
Integrantes da legenda defendem que a federação formada por PT, PCdoB e PV está sub-representada, contando apenas com a candidatura de Fernando Haddad ao governo paulista. Por isso, o partido reivindica a primeira suplência de Simone Tebet.
O principal nome defendido pelos petistas é o do advogado Laio Correia Morais, ex-chefe de gabinete de Haddad no Ministério da Fazenda e atual coordenador executivo de sua campanha ao Palácio dos Bandeirantes.
Outro nome cogitado foi o do advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e das campanhas de Lula e Haddad em São Paulo. Em conversa com o DCM, porém, ele descartou a possibilidade e declarou apoio a Laio.
“Eu o conheço desde os 17 anos. Tenho admiração profunda por ele. É o meu nome”, afirmou.
O PSB, entretanto, resiste à ideia de ceder a vaga.
Lideranças da legenda argumentam que o partido abriu mão da candidatura do ex-governador Márcio França ao Senado, apesar de seu bom desempenho nas pesquisas, e sustentam que Simone Tebet integra a chapa por indicação direta de Lula.
No caso de Marina Silva, o PSOL já articula para indicar o primeiro suplente.
Como a ministra é filiada à Rede, que forma federação com o PSOL, dirigentes da legenda defendem que a composição seja respeitada.
A Executiva Nacional do partido deve discutir oficialmente o tema nos próximos dias antes de abrir negociação com o PT.
Quem também entrou na disputa é o PDT.
Após ficar fora da chapa majoritária paulista, a legenda passou a mirar as suplências de Marina e Tebet como forma de manter protagonismo na aliança.
Nos bastidores do PT, há quem considere “justo” que os pedetistas fiquem com a primeira suplência de Marina, em reconhecimento ao apoio dado à construção de sua candidatura.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/disputa-pelas-suplencias-ao-senado-mobiliza-aliados-de-lula-em-sao-paulo/

