Menos de dois dias após autorizar a invasão das forças dos Estados Unidos à Venezuela para sequestrar Nicolás Maduro, o presidente Donald Trump elevou o tom e passou a ameaçar novas ações militares contra outros países da América Latina. Em declarações feitas a jornalistas a bordo do Air Force One, na noite do último domingo (4), Trump citou diretamente a Colômbia e o México, além de voltar a mencionar Cuba e reiterar o interesse estratégico dos Estados Unidos sobre a Groenlândia.
Ao comentar a situação colombiana, Trump atacou o presidente Gustavo Petro, primeiro governante de esquerda do país. Segundo o republicano, a Colômbia estaria em situação semelhante à da Venezuela. “(A Colômbia é) Governada por um homem doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos. E ele não vai fazer isso por muito tempo”, afirmou, ao acusar Petro de estar ligado ao tráfico de drogas.
Questionado se a declaração poderia indicar uma operação militar contra o governo colombiano, Trump respondeu: “Parece bom para mim”.
#Atención El presidente Gustavo Petro fue mencionado nuevamente por Donald Trump, al asegurar que “Colombia está gobernada por un hombre enfermo que le gusta hacer cocaína y venderla a los Estados Unidos y no va a estar haciendo esto por mucho tiempo, déjenme decirlo”.
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— BluRadio Colombia (@BluRadioCo) January 5, 2026
A Colômbia reagiu de forma indireta às falas do presidente estadunidense ao integrar uma carta conjunta de países latino-americanos que rejeitam qualquer tentativa de controle externo sobre a Venezuela.
O documento, divulgado pela chancelaria colombiana, afirma: “Manifestamos nossa preocupação diante de qualquer tentativa de controle governamental, de administração ou de apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos venezuelanos”.
O texto também foi assinado por Brasil, Uruguai, Chile e México, reforçando a resistência regional à intervenção direta dos Estados Unidos.


Na mesma conversa com jornalistas, Trump voltou-se ao México e afirmou que o país “precisa se organizar melhor” e “combater com mais rigor o tráfico de drogas”. O presidente disse ter oferecido o envio de tropas estadunidenses, mas alegou que a presidente Claudia Sheinbaum estaria “preocupada, um pouco com medo”. Ainda assim, não detalhou se novas medidas estão em estudo contra o governo mexicano.
Sobre Cuba, Trump afirmou acreditar que o uso de força militar não será necessário. Segundo ele, o regime cubano “vai simplesmente cair”. “Não acho que precisemos de nenhuma ação”, disse, sinalizando uma abordagem distinta em relação à ilha caribenha.
Já no campo geopolítico fora da América Latina, o presidente voltou a defender a anexação da Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca. O interesse, segundo Trump, está ligado à segurança nacional, à posição estratégica no Ártico e às reservas de recursos naturais, incluindo terras raras.
“Precisamos da Groenlândia para garantir a segurança nacional, e a Dinamarca não está em condições de fazer isso”, afirmou o presidente, reiterando um discurso que já havia adotado em entrevista à revista The Atlantic. As declarações reacenderam críticas internacionais sobre a política externa agressiva do governo estadunidense.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/doente-trump-acusa-petro-de-trafico-de-drogas-e-ameaca-fazer-operacoes-na-colombia/

