Interlocutores do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) negaram nesta sexta (15) a existência de um contrato formal entre Daniel Vorcaro e a produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, segundo a coluna de Mariana Sanches no UOL. A versão contradiz declarações dadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que havia afirmado à GloboNews que o banqueiro assumiu os aportes financeiros por meio de um acordo com cláusula de confidencialidade.
Mensagens reveladas pelo site Intercept Brasil mostram Flávio cobrando parcelas em atraso de Vorcaro relacionadas ao financiamento do longa. O banqueiro teria prometido R$ 134 milhões para a produção, dos quais R$ 61 milhões teriam sido pagos.
Na entrevista exibida na quinta (14), Flávio afirmou que o contrato o impedia de revelar a relação com Vorcaro. “Eu menti. Eu podia descumprir uma cláusula contratual? Isso gera multa, isso gera exposição dos investidores”, declarou o senador ao justificar declarações anteriores nas quais negava conhecer o ex-dono do Banco Master.
Já aliados de Eduardo e do deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor executivo do filme, disseram que não existe qualquer instrumento legal envolvendo Vorcaro, o Banco Master ou empresas ligadas ao banqueiro para financiar “Dark Horse”. Segundo esses interlocutores, o banqueiro atuou apenas na aproximação de investidores interessados no projeto.
Entre os nomes citados está a empresa Entre Investimentos e Participações, ligada ao empresário Antônio Carlos Freixo Júnior e investigada pela Polícia Federal por suposta atuação como rede financeira de Vorcaro.

Os interlocutores confirmaram que a empresa enviou US$ 2,3 milhões para a Havengate Development Fund, fundo administrado no Texas pelo advogado Paulo Calixto, que atua na defesa migratória de Eduardo nos Estados Unidos.
Inicialmente, aliados afirmaram que o fundo teria sido usado para ocultar os verdadeiros financiadores do filme por receio de “perseguição política”. Documentos da Secretaria Estadual do Texas mostraram que a Havengate Development Fund foi criada em dezembro de 2020, antes mesmo da concepção do longa. Confrontados com a informação, os interlocutores responderam: “Não vimos os papéis”.
Eduardo negou ter recebido recursos de Vorcaro e afirmou ter apenas apresentado Paulo Calixto aos produtores do filme. “Apresentei ele ao Mário, que estava procurando investidores para o filme, por saber da sua competência. Gostariam que apresentassem advogados petistas e que não conheço?”, escreveu o ex-deputado na rede X.
Investigadores da Polícia Federal confirmaram que acompanham a movimentação financeira envolvendo o advogado.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/eduardo-bolsonaro-desmente-flavio-a-aliados-entenda/

