O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pediu a anulação do inquérito do caso “Dark Horse” após a divulgação de documentos que apontam falhas na preservação de dispositivos apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo. O material estava sob custódia de órgãos de segurança do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), aliado da família.
Em publicação no X no domingo (13), Eduardo escreveu: “É TUDO NULO”. Ele atacou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), por retirar o sigilo de documentos da investigação paulista e determinar o compartilhamento das informações com a Polícia Federal.
O ex-parlamentar afirmou que Dino pretende usar “provas que podem ter sido fraudadas” e acusou o ministro de atropelar o relator de outra frente do caso, André Mendonça, e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Eduardo não apresentou evidências de adulteração dos dados armazenados nos aparelhos.
Documentos liberados pelo STF indicam que o Instituto de Criminalística de São Paulo recusou inicialmente 27 equipamentos enviados para perícia: 13 pen-drives, nove notebooks e cinco celulares. Embora os lacres numerados estivessem intactos, os peritos identificaram aberturas nas embalagens que poderiam permitir acesso aos itens.
É TUDO NULO
Preparem-se para mais baixaria.
Após atropelar Mendonça, que preside o inquérito de Dark Horse, agora Dino atropela o TJSP e vai usar provas que podem ter sido fraudadas sem qualquer pudor.
Polícia lacrou celulares apreendidos com folga que pode passar cabo para… pic.twitter.com/wIxh5W6A1s
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) September 13, 2026
Perícia apontou risco de acesso aos aparelhos antes do exame
Em um dos registros, a perícia identificou um “vão suficiente para entrada de cabo de alimentação e transferência de dados”. Outros invólucros permitiriam a retirada de pen-drives sem o rompimento do lacre. Os relatórios não comprovam manipulação de conteúdo, mas registram que o acondicionamento não assegurava a preservação integral dos equipamentos.
A Polícia Civil apreendeu os dispositivos em 1º de junho. Depois da recusa do Instituto de Criminalística, os aparelhos retornaram à corporação, passaram por novo acondicionamento e receberam outros lacres antes de seguirem novamente para o exame pericial.
Ao levantar o sigilo, Dino ordenou que a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo envie à Polícia Federal o material bruto extraído dos aparelhos, além de documentos e dados financeiros reunidos no inquérito. O ministro conduz uma frente que apura suspeitas de uso e possível desvio de recursos públicos ligados a empresas envolvidas na produção do filme “Dark Horse”.
Eduardo e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem entre os investigados na apuração sobre o financiamento da obra. Uma mensagem apreendida no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro indicou que os irmãos solicitaram uma reunião para tratar do filme em 18 de março de 2025, data em que Eduardo anunciou que permaneceria nos Estados Unidos. O relatório não confirma que o encontro ocorreu, e Eduardo nega ter se reunido ou conversado com Vorcaro.
A Polícia Federal também apura o destino de recursos enviados aos Estados Unidos para financiar a produção e verifica se parte do dinheiro teve relação com despesas de Eduardo no exterior. O deputado nega essa hipótese.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/eduardo-pede-anulacao-de-provas-de-dark-horse-apos-falha-da-policia-de-tarcisio/


