A consultoria Copenhagen, empresa para a qual o escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) emitiu R$ 1 milhão em notas fiscais depois canceladas, não funciona no endereço informado à Receita Federal, em um centro comercial de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Com informações de Estadão.
O Estadão esteve no local na manhã desta sexta-feira (24) e verificou que a Copenhagen está registrada na sala 47 do edifício, mas quem ocupa o espaço é a Contábil Corrêa, outra empresa do mesmo dono, o empresário Rogério Lourenço Novo.
A Copenhagen é investigada pela Polícia Federal por suspeita de ocultação de patrimônio no caso Master. A empresa recebeu contato por e-mail para se manifestar, mas não respondeu. A pré-campanha de Flávio Bolsonaro também foi procurada e não retornou.
As notas emitidas pelo escritório do senador à Copenhagen somam R$ 1 milhão e foram canceladas. A empresa de Flávio também emitiu nota para a Contábil Corrêa, em uma fatura de R$ 500 mil por serviços de “assessoria jurídica”, conforme documentos obtidos pelo portal Metrópoles e confirmados pelo Estadão.

Em vídeo gravado sobre o caso, Flávio Bolsonaro afirmou que prestou “serviços advocatícios” à Contábil Corrêa de forma legal, lícita e privada. O senador não detalhou quais tarefas realizou para a empresa.
O parlamentar também não explicou como conheceu Rogério Novo nem por que cancelou as notas fiscais de R$ 1 milhão emitidas para a Copenhagen. As duas empresas aparecem ligadas ao mesmo endereço declarado à Receita Federal.
Nos registros da Receita, a Contábil Corrêa informou funcionar no conjunto 47, “sala A”, enquanto a Copenhagen declarou operar no mesmo conjunto, “sala B”. No local, não havia divisórias identificadas dessa forma, e o nome da Copenhagen não aparecia no painel de empresas da recepção nem na porta da sala.
Ao ser questionado sobre Rogério Novo, um funcionário informou que o empresário “estava de férias”. Perguntado se a Copenhagen funcionava ali, ele respondeu que o espaço era a sede da Contábil Corrêa. A PF apura a Copenhagen no caso Master; a empresa recebeu R$ 58 milhões da instituição financeira de Daniel Vorcaro, dos quais R$ 11,2 milhões foram transferidos poucos dias após sua abertura, em novembro de 2024.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/empresa-notas-flavio-bolsonaro-nao-funciona-endereco-receita/

