Executiva do JPMorgan é acusada de transformar colega em “escravo sexual” — até surgir a verdade

Lorna Hajdini e Chirayu Rana

Na manhã de segunda-feira, 27 de abril de 2026, Lorna Hajdini entrou no escritório como em qualquer outro dia. Ao fim da semana, seu nome havia se tornado um dos mais comentados do mercado financeiro — transformado em meme, tema de programas de TV e alvo de uma avalanche de acusações públicas.

Hajdini, 37 anos, é diretora executiva da divisão de Leveraged Finance do JPMorgan Chase, onde trabalha desde 2011. Formada pela NYU Stern School of Business, também atua como voluntária na organização Minds Matter. Colegas a descreveram como uma profissional de alto desempenho. Nada disso, porém, resistiu ao impacto das acusações que vieram a público.

As acusações

Um ex-colega, identificado inicialmente como “John Doe” (“João Ninguém”), entrou com uma ação na Suprema Corte do Condado de Nova York.

Ele alegou que Hajdini o drogou com Rohypnol, o forçou a atos sexuais, fez comentários racistas — chamando-o de “meu brinquedo árabe” — e o ameaçou profissionalmente.

Segundo o processo, ela teria ido sem aviso ao apartamento dele, tirado a roupa, insultado a origem étnica de sua esposa e o forçado a manter relações sexuais enquanto ele chorava.

A denúncia ganhou tração rapidamente: foi publicada pelo Daily Mail e, em poucas horas, já dominava o noticiário. A apresentadora Megyn Kelly chegou a ler trechos explícitos em seu programa.

Os advogados de Hajdini responderam por meio do New York Post: ela “nega categoricamente as acusações” e afirma nunca ter estado no local onde o suposto abuso teria ocorrido.

A versão começa a desmoronar

Com o avanço das apurações, surgiram inconsistências relevantes — não necessariamente sobre o que aconteceu em privado, mas sobre a base estrutural da acusação.

O processo sustentava que Hajdini controlava a carreira do denunciante — bônus, promoções e permanência no banco. Reportagens do New York Post indicam que isso não procede: ela respondia a um diretor, enquanto o acusador estava subordinado a outro. Não havia relação hierárquica direta, nem poder de decisão sobre sua remuneração.

Ou seja, o suposto “instrumento de coerção” central da denúncia simplesmente não existia.

O banco já havia conduzido uma investigação interna, analisando registros telefônicos, e-mails e ouvindo membros da equipe. O denunciante, no entanto, se recusou a participar da apuração. O JPMorgan Chase concluiu que não havia mérito nas alegações.

Negociações e recuo

Antes da ação judicial, houve tentativas de acordo envolvendo valores milionários, segundo fontes ouvidas pela imprensa. As negociações fracassaram — e a ação foi protocolada em seguida.

O advogado do acusador, Daniel J. Kaiser, classificou as denúncias como “horrendas e perturbadoras”. Menos de 48 horas depois, porém, o processo foi retirado temporariamente para “correções técnicas”.

Tarde demais.

A história já havia sido amplamente divulgada, comentada na TV e transformada em conteúdo viral.

O New York Post revelou o nome do acusador: Chirayu Rana, 35. Com passagens por Credit Suisse, The Carlyle Group e Morgan Stanley, ele atualmente trabalha na Bregal Sagemount. Sua carreira segue intacta.

Já Hajdini enfrenta outro tipo de consequência: seu nome agora está permanentemente associado, em buscas online, a termos como “escrava sexual”, “Rohypnol” e “abuso racial” — independentemente de qualquer decisão judicial futura.
Ela não deu entrevistas, não comentou publicamente. Continuou trabalhando.

O caso segue em aberto. O processo foi reapresentado após ajustes técnicos. Não há data definida para audiência. Ambas as partes negam as acusações.

Mas o dano reputacional já está feito.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/executiva-do-jpmorgan-e-acusada-de-transformar-colega-em-escravo-sexual-ate-surgir-a-verdade/