O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (22), durante evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. Diante de empresários, ele afirmou que decisões monocráticas de ministros da Corte criam “insegurança jurídica” e afastam investimentos internos e externos do país.
Flávio Bolsonaro disse ser “inaceitável” que o Brasil continue submetido ao que chamou de “canetada” de ministros do Supremo. Segundo ele, decisões individuais da Corte podem desfazer deliberações do Congresso Nacional. O senador também afirmou que o STF “parece mais uma delegacia de polícia do que uma Corte constitucional”.
Na mesma fala, o pré-candidato acusou o Supremo de tentar interferir no processo eleitoral e de decidir quem pode ou não disputar eleições. A declaração ocorre em meio ao histórico de decisões da Corte que atingiram Jair Bolsonaro e integrantes de seu entorno político, incluindo investigações e condenações relacionadas à tentativa de ruptura institucional.
Flávio Bolsonaro compara STF a “delegacia de polícia”
“O Supremo hoje parece mais uma delegacia de polícia, não uma corte constitucional. A todo momento, um ou outro naquela corte quer interferir no processo eleitoral, escolhendo quem pode ser candidato e quem não pode.” pic.twitter.com/YreObAYq52
— Pri (@Pri_usabr1) June 22, 2026
Flávio Bolsonaro também prometeu promover, se eleito, um “tesouraço” em atos do governo federal que, segundo ele, travam o crescimento econômico. O senador afirmou que pretende desburocratizar licenças municipais, estaduais e exigências de órgãos de controle, alegando que esses processos dificultam investimentos e a geração de empregos.
Na área de segurança pública, ele voltou a defender que facções como PCC e Comando Vermelho sejam classificadas como organizações terroristas. Flávio Bolsonaro afirmou que esses grupos dominam territórios, impõem medo coletivo e impedem a chegada de serviços básicos. Ele também prometeu criar 500 mil novas vagas em presídios e ampliar unidades de segurança máxima.
O senador ainda criticou a política externa do governo Lula e disse que pretende adotar uma postura “pragmática” nas relações internacionais. Ao falar dos Estados Unidos, afirmou que o Brasil precisa negociar “de igual para igual” e citou o presidente argentino Javier Milei como exemplo de relação com a Casa Branca que, segundo ele, seria de respeito e sem submissão.
Na economia, Flávio Bolsonaro defendeu uma revisão da reforma tributária aprovada pelo Congresso, disse que privatizaria parte de estatais e citou setores dentro da Petrobras, sem detalhar quais. Ele também falou em reorganizar o setor energético. A ex-presidente da Caixa Daniella Marques, cotada para uma eventual equipe econômica do senador, acompanhou o pré-candidato no evento.
O encontro da CNI reuniu pré-candidatos à Presidência para ouvir demandas da indústria. Além de Flávio Bolsonaro, participaram Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). Segundo a entidade, Lula e Renan Santos, do Missão, também foram convidados, mas não compareceram.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/flavio-bolsonaro-diz-que-stf-interfere-nas-eleicoes-e-compara-corte-a-delegacia-de-policia/

