Flávio Bolsonaro prometeu matar ‘bandidos com fuzil’; semanas depois, aliado é preso por corrupção com a arma

O senador Flávio Bolsonaro e o pré-candidato ao Senado Márcio Canella Foto: Divulgação

A prisão do pré-candidato ao Senado Márcio Canella (União), aliado político de Flávio Bolsonaro (PL), ocorreu 19 dias depois de o presidenciável lançar um plano de segurança pública em que afirmou que “bandido armado com fuzil na mão vai ser abatido pelas forças de segurança”.

Ele foi preso em flagrante pela Polícia Federal (PF) após um fuzil calibre .556, de uso restrito, ser encontrado dentro de seu veículo. Além do fuzil, a PF apreendeu dois revólveres, uma pistola, 13 carregadores e munições em endereços ligados a Canella.

Segundo a investigação, ele é apontado como “braço político” de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro do crime organizado por meio de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A declaração de Flávio Bolsonaro faz parte do plano de segurança pública “Brasil sem Medo”, lançado em 18 de junho.

O documento reúne 12 propostas e abre com o tópico “Terrorista vai ser tratado como terrorista”. Nele, o senador afirma que “bandido armado com fuzil na mão vai ser abatido pelas forças de segurança” e acrescenta que “quem vai voltar a mandar no Brasil será a lei”.

O plano apresentado pelo pré-candidato à Presidência não traz propostas voltadas ao combate à corrupção policial nem à infiltração do crime organizado em estruturas do Estado, temas considerados relevantes por especialistas na área de segurança pública.

Flávio Bolsonaro ao lado de Márcio Canella. Foto: Divulgação

Antes da operação da PF, Flávio manifestou apoio público à candidatura de Márcio ao Senado. Em vídeo divulgado nas redes sociais em 3 de abril, declarou: “Estou aqui para reafirmar nosso apoio integral, 100%, ao meu amigo Márcio Canella como pré-candidato ao Senado no Rio. Ele foi deputado comigo. É competente, sabe trabalhar e vai estar com a gente na missão de resgatar o nosso Brasil no Rio de Janeiro. Sigam o Márcio Canella e vamos apoiá-lo”.

Em outra publicação, feita em 22 de abril, o senador voltou a defender o aliado. “Estou aqui com meu amigo Márcio Canella. Foi deputado comigo, um grande prefeito. Vamos seguir o nosso Márcio Canella, que vai ser muito importante como senador a partir do ano que vem se Deus quiser. Canella, estamos juntos”, afirmou.

A investigação da Polícia Federal apura a atuação de uma organização suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro do crime organizado. Dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam que o grupo investigado movimentou R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

Ao todo, a operação cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense. A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.

!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/flavio-bolsonaro-prometeu-matar-bandidos-com-fuzil-semanas-depois-aliado-e-preso-por-corrupcao-com-a-arma/