Flávio tenta se descolar de tarifaço e usará audiência nos EUA para atacar Lula

O senador Flávio Bolsonaro. Foto: Divulgação

A audiência pública do governo dos Estados Unidos que discute a proposta de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros terá a participação do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. O parlamentar deve usar o espaço para defender que eventuais sanções não atinjam a economia do Brasil como um todo.

Segundo informação da Folha de S. Paulo, ele se inscreveu para participar do debate foi antecipada pela colunista Mônica Bergamo. A sessão integra o processo de consulta aberto pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA).

Segundo o blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, o senador deve apresentar argumentos contrários ao chamado tarifaço e pedir que medidas sejam direcionadas aos “responsáveis pelas práticas investigadas”.

A proposta em análise nos Estados Unidos prevê tarifas sobre produtos brasileiros e é avaliada em um processo que ainda não teve decisão final. O governo brasileiro não deve participar da audiência.

O Ministério das Relações Exteriores entende que o espaço é voltado principalmente para manifestações de empresas, entidades e demais interessados, mantendo a negociação em canais diplomáticos próprios.

O relatório final da investigação conduzida pelo USTR deve ser divulgado até 15 de julho, quando caberá ao presidente dos Estados Unidos a decisão sobre a aplicação das tarifas.

Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro e Donald Trump. Foto: Divulgação

Entre os pontos levantados pelo governo norte-americano estão críticas ao uso do Pix, alegações sobre moderação de conteúdo em plataformas digitais e questionamentos sobre políticas brasileiras de combate à corrupção.

De acordo com Figueiredo, o senador também pretende sustentar que parte das práticas citadas pelos Estados Unidos decorre de decisões judiciais no Brasil, e não de legislação aprovada pelo Congresso Nacional.

“Ele vai argumentar tecnicamente que a censura e as ordens secretas foram impostas à margem da lei pelo Judiciário e decretos do Lula, apesar da objeção do Congresso, que nunca passou legislação alguma nessa direção”, disse o bolsonarista.

Ainda conforme Figueiredo, a linha de defesa inclui a avaliação de que o Pix não prejudica concorrentes estrangeiros e beneficia usuários e empresas brasileiras e internacionais. Paralelamente à audiência, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e ele estão em Washington nesta terça-feira (23), onde participam de reuniões com autoridades norte-americanas.

Entre os encontros, segundo relatos, está a defesa de medidas envolvendo a Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, em meio ao debate político e institucional envolvendo Brasil e Estados Unidos.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/flavio-tenta-se-descolar-de-tarifaco-e-usara-audiencia-nos-eua-para-atacar-lula/