O New York Times publicou um obituário de Manoel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha, 43 anos após a morte do ídolo do Botafogo e da Seleção Brasileira. O texto foi publicado na versão digital em 10 de julho e posteriormente ganhou espaço na edição impressa.
A homenagem entrou na seção “Overlooked No More”, criada para publicar obituários de pessoas consideradas relevantes mundialmente que não receberam esse reconhecimento do jornal quando morreram. O texto recebeu o título “Não mais esquecido: Garrincha, o brilhante e ferido herói brasileiro da Copa do Mundo” e trata da trajetória do jogador até sua morte, aos 49 anos.

A publicação relembra as origens humildes de Garrincha em Pau Grande, no Rio de Janeiro, e sua transformação em um dos jogadores mais reconhecidos de sua época. Sem se limitar aos números da carreira, o jornal o apresenta como um talento praticamente impossível e responsável por uma das maiores atuações individuais da história das Copas do Mundo.
Garrincha conquistou os Mundiais de 1958 e 1962 pelo Brasil e é citado entre os maiores dribladores da história do futebol. Pela Seleção Brasileira, o genial camisa 7 disputou 60 partidas, com 52 vitórias, sete empates e apenas uma derrota, além de marcar cinco gols em Copas.
Nascido em 28 de outubro de 1933, o atacante também passou por clubes como Corinthians, Portuguesa Santista, Flamengo, Junior Barranquilla, Novo Hamburgo e Olaria. Ele morreu em 20 de janeiro de 1983, em decorrência de complicações do alcoolismo.
A série já incluiu outros nomes que ficaram sem obituário na época da morte, como Katharine McCormick, responsável por financiar pesquisas para a primeira pílula anticoncepcional, e Polina Gelman, aviadora soviética.
Ao tratar da carreira do brasileiro, o jornal destacou o contraste entre o brilho dentro de campo e o desfecho trágico de sua vida: “Ele ajudou a levar o Brasil a dois campeonatos ao lado de Pelé, mas seu brilho em campo foi ofuscado por uma vida pessoal trágica”.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/garrincha-obituario-ny-times43-anos-morte/

