Governo Tarcísio vê caso dos R$ 3,7 bi do Metrô parar no Ministério Público de Contas

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado SP

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo informou ao DCM que o processo sobre a execução contratual da Linha 6-Laranja do Metrô chegou ao Ministério Público de Contas na quinta-feira (25). O caso envolve o reequilíbrio econômico-financeiro de aproximadamente R$ 3,69 bilhões reconhecido pela Artesp em favor da concessionária Linha Uni, mas que tem os documentos mantidos sob sigilo por parte do Governo de Tarcísio de Freitas.

A informação foi enviada pela Diretoria de Comunicação Institucional do TCESP em resposta a um pedido de informações do DCM. Segundo o tribunal, o principal processo sobre a Linha 6-Laranja trata do Contrato de Concessão Patrocinada nº 015/2013, da Concorrência Internacional nº 004/2013 e do Processo nº 770/2012. A relatoria é do conselheiro Renato Martins Costa.

O TCESP afirmou que “todo o trâmite sobre o acompanhamento da execução contratual está sendo feito”. As últimas movimentações mostram que a Artesp juntou novos documentos em 11 de junho, aceitos em 18 de junho. A Procuradoria da Fazenda teve ciência dos autos antes do envio ao Ministério Público de Contas.

A movimentação amplia a pressão por transparência sobre o governo Tarcísio de Freitas. A gestão paulista já havia informado que documentos sobre a chamada “superveniência geotécnica” na Estação Higienópolis-Mackenzie e sobre os cálculos do reequilíbrio foram encaminhados aos órgãos de controle. Parte do material, porém, segue sob sigilo ou sem divulgação oficial ampla.

Tarcísio
Imagem aérea mostra as obras da estação Higienópolis – Mackenzie da Linha 6 Laranja, tiradas em dezembro de 2025. Foto: Divulgação/LinhaUni/Acciona

Na primeira reportagem sobre o caso, publicada em 11 de junho, foi revelado que o governo paulista ainda não havia aberto a memória de cálculo que permitiria conferir a conta dos R$ 3,7 bilhões. A Artesp sustenta que o valor de R$ 826,1 milhões corresponde ao montante reconhecido na data-base contratual de outubro de 2013, enquanto os R$ 3,69 bilhões representam a atualização para março de 2025, conforme critérios econômico-financeiros previstos no contrato.

A agência também afirma que os R$ 230 milhões associados ao risco geotécnico correspondem a custos técnicos da ocorrência, como intervenções no túnel e soluções de engenharia, e não se confundem com o valor reconhecido para a readequação do cronograma. A Secretaria de Parcerias em Investimentos diz que o cronograma acelerado antecipou a entrega do serviço em cerca de um ano em relação ao cenário sem aceleração e resultou em desequilíbrio menor.

Outro ponto ainda sem esclarecimento público pleno é o Termo Aditivo nº 5. A Secretaria de Parceria em Investimentos de São Paulo informou que o tema segue em tramitação no âmbito do poder concedente e que ainda não houve aprovação final da matéria. A Artesp também disse que o termo aditivo ainda não foi assinado e, por isso, não há publicação do documento nos portais públicos.

Quando procuradas para se manifestar sobre a primeira reportagem, a Linha Uni/Acciona não responderam até o momento. A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo também não enviou resposta. A Linha 6 – Laranja inaugura já nessa próxima semana, com 6 estações previstas.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/governo-tarcisio-ve-caso-dos-r-37-bi-do-metro-parar-no-ministerio-publico-de-contas/