Haddad critica derrotas no Congresso e relaciona cenário ao combate à corrupção

Fernando Haddad

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), comentou nesta sexta-feira (1º) as recentes derrotas do governo federal no Congresso Nacional. Entre os episódios citados estão a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado e a derrubada de vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no projeto da dosimetria, que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Durante participação em evento da Força Sindical, em São Paulo, Haddad afirmou que os resultados no Congresso têm impacto direto sobre políticas públicas. “Essa derrota do governo no Congresso foi uma derrota no combate à corrupção”, disse. Ele também afirmou que os episódios representam uma derrota coletiva e mencionou a avaliação de analistas políticos sobre a existência de uma “pretensão de um grande acordo em torno da impunidade daqueles responsáveis por alguns escândalos recentes no Brasil”.

O ex-ministro declarou ainda que a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF “é uma derrota de todos nós”. Em outro momento, afirmou: “Eu lamento se isso tiver acontecido, porque nós estamos sempre precisando passar a limpo determinados escândalos, sobretudo os que ganharam a esfera pública pela escala, pela desfaçatez dos criminosos envolvidos”.

No mesmo evento, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) também comentou os resultados no Congresso e afirmou que as derrotas do governo representam perdas para a população. Ela participou da atividade ao lado de Haddad e da ex-ministra Simone Tebet (MDB), que também esteve presente no encontro realizado no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Paulo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o advogado-geral da União, Jorge Messias, sorrindo e se abraçando
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o advogado-geral da União, Jorge Messias – Reprodução

Haddad também abordou a proposta de redução da jornada de trabalho, conhecida como fim da escala 6×1. Segundo ele, o governo federal trabalha para aprovar a medida ainda em 2026. “A gente está vendo a boa vontade da mesa da Câmara que já se debruçou sobre a proposta do governo”, afirmou durante o evento.

A Câmara dos Deputados instalou, na última quarta-feira (29), uma comissão especial para analisar o tema. O colegiado será responsável por discutir a proposta enviada pelo governo em 14 de abril, que prevê a redução da jornada semanal para 40 horas e a garantia de dois dias consecutivos de descanso.

O deputado Alencar Santana (PT-SP) foi escolhido para presidir a comissão, enquanto o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) assumiu a relatoria. O texto estabelece que a mudança na jornada não poderá resultar em redução salarial nem alteração de pisos ou benefícios previstos em lei.

A proposta segue em análise no Congresso e depende de aprovação nas duas Casas para entrar em vigor. O governo mantém articulação com parlamentares para avançar na tramitação da medida ao longo do ano.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/haddad-critica-derrotas-no-congresso-e-relaciona-cenario-ao-combate-a-corrupcao/