O Kremlin reforçou a segurança pessoal do presidente russo, Vladimir Putin, diante de temores de atentado, vazamento de informações sensíveis e possível conspiração interna, segundo relatório de uma agência de inteligência europeia obtido pela CNN. O documento afirma que sistemas de vigilância foram instalados nas casas de assessores próximos do presidente russo e que funcionários ligados à rotina dele passaram a seguir novas restrições.
De acordo com o relatório, cozinheiros, guarda-costas e fotógrafos que trabalham com Putin foram proibidos de usar transporte público. Visitantes do chefe do Kremlin também teriam de passar por duas revistas, enquanto pessoas que atuam perto dele só poderiam usar celulares sem acesso à internet.
As medidas teriam sido adotadas após uma série de assassinatos de figuras militares russas e em meio ao avanço de ataques de drones ucranianos em território russo. O relatório afirma que o Kremlin está em “alerta” desde março de 2026 por causa do risco de uma conspiração ou tentativa de golpe contra Putin.
O documento também aponta que Putin passou a reduzir seus deslocamentos e deixou de frequentar residências habituais na região de Moscou e em Valdai. Segundo o canal de notícias, o presidente russo não visitou instalações militares neste ano, apesar de ter feito viagens do tipo em 2025, e o Kremlin teria recorrido a imagens pré-gravadas para manter sua presença pública.
O relatório diz ainda que Putin passou semanas em bunkers reforçados desde o início da invasão da Ucrânia, em 2022, frequentemente na região de Krasnodar, no litoral do Mar Negro. A avaliação associa o reforço de segurança ao desgaste provocado pela guerra, por dificuldades econômicas e por ataques ucranianos em áreas russas.

Um dos pontos mais sensíveis do documento envolve Sergei Shoigu, ex-ministro da Defesa e atual secretário do Conselho de Segurança da Rússia. O relatório afirma que ele é visto como figura associada ao risco de golpe por manter influência no alto comando militar. A CNN registrou que o documento não apresenta provas contra Shoigu e informou ter procurado o Kremlin para comentar o caso.
A tensão também teria aumentado após a prisão de Ruslan Tsalikov, ex-vice de Shoigu, em 5 de março, sob acusações de peculato, lavagem de dinheiro e suborno. A prisão teria sido interpretada no relatório como ruptura de acordos informais de proteção entre setores da elite russa.
O documento liga a revisão dos protocolos de segurança ao assassinato do tenente-general Fanil Sarvarov, em Moscou, em dezembro de 2025. Após o episódio, Putin teria convocado uma reunião com autoridades de segurança, na qual o chefe do Estado-Maior, Valery Gerasimov, criticou o diretor do FSB, Alexander Bortnikov, pela falha na proteção de oficiais de alta patente.
Segundo o relatório, a solução foi ampliar a atuação do Serviço Federal de Proteção, responsável pela segurança de Putin, para cobrir mais dez comandantes militares de alto escalão. A divulgação do documento ocorre às vésperas do desfile do Dia da Vitória, em 9 de maio, que neste ano será realizado sem armamento pesado, como blindados e mísseis, em meio a preocupações de segurança.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/kremlin-reforca-seguranca-de-putin-por-medo-de-atentado-e-golpe-diz-relatorio/

