A foto que rodou o mundo durante o roubo das joias da coroa no Museu do Louvre tinha um protagonista inesperado: um adolescente de 15 anos, Pedro Elias Garzon Delvaux, morador de Rambouillet, nos arredores de Paris. Vestido com um terno de três peças e um chapéu fedora, o jovem apareceu na imagem captada pela Associated Press logo após o assalto, alimentando teorias de que seria um detetive, um agente infiltrado ou até uma criação de inteligência artificial.
Pedro decidiu não se identificar imediatamente, deixando o mistério crescer. Fã de Sherlock Holmes, Hercule Poirot e de figuras históricas elegantes, ele contou que preferiu “deixar o suspense durar”. Enquanto isso, redes sociais do mundo inteiro especulavam sobre a identidade do “Homem do Fedora”, como ficou conhecido, até que familiares e amigos reconheceram sua mãe ao fundo da imagem.
O adolescente relatou que a foto foi tirada quando ele, a mãe e o avô tentavam visitar o museu, sem saber que o Louvre havia fechado por causa do roubo. Ao passar diante dos policiais que isolavam o local, foi fotografado sem perceber. Dias depois, descobriu que estava no The New York Times e que sua imagem somava milhões de visualizações.


Pedro Elias Garzon Delvaux durante uma entrevista para a Associated Press Foto: AP Photo/Thibault Camus
O estilo que chamou atenção não era fantasia: Pedro começou a se vestir com ternos, gravatas e peças clássicas no último ano, inspirado em figuras do século 20. O fedora, em particular, é uma homenagem ao herói francês da Resistência, Jean Moulin, e só é usado em ocasiões especiais, como visitas a museus. “Eu gosto de ser chique”, disse. “É assim que vou à escola.”
Para o adolescente, a viralização acabou virando parte da brincadeira. Ele abriu o perfil do Instagram ao público e começou a acompanhar a repercussão. Amigos passaram a imitá-lo na escola, e parentes de vários países enviaram mensagens. Pedro disse que se diverte com as interpretações e entende por que tanta gente o viu como um personagem de ficção. “Quando algo fora do comum acontece, você imagina alguém diferente.”
Hoje, com humor e naturalidade, ele encara o fenômeno. “Sou uma estrela”, afirmou, em tom de jogo. Sem pressa para definir o futuro, disse apenas que está curioso com o que virá — e não descarta convites inesperados: “Quem sabe filmes?”
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/menino-do-fedora-vira-rosto-do-roubo-ao-louvre-e-transforma-misterio-em-brincadeira-viral/

