Milton Leite, presidente do União Brasil em São Paulo, articula Pablo Marçal como possível candidato à Assembleia Legislativa de São Paulo em 2026 para ampliar a bancada estadual da sigla e ganhar poder de pressão sobre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Marçal abriu espaço para uma candidatura proporcional durante evento de filiação ao União Brasil. O influenciador afirmou que aceitaria “ser deputado” ou disputar “qualquer cargo”, declaração que colocou a Alesp entre as alternativas em discussão no partido.
Em entrevista ao “Roda Viva”, da TV Cultura, Leite cobrou que Marçal apresente um projeto político antes de definir sua posição na legenda. “Ele vem para o União para qual projeto? Ele quer ser vereador, vice-prefeito, prefeito, senador, deputado federal, deputado estadual, governador ou candidato a presidente? Quando ele apresentar o projeto, nós vamos discutir as instâncias adequadas”, disse.
Leite é uma das figuras mais influentes da política paulistana. O vereador está no sétimo mandato na Câmara Municipal de São Paulo e já presidiu a Casa por seis vezes. Nas redes sociais, ele celebrou a filiação de Marçal e afirmou que o União Brasil deu “um passo importantíssimo” na construção do projeto político para 2026.

Candidatura proporcional pode ampliar bancada do União Brasil
A aposta em Marçal como candidato a deputado estadual interessa ao União Brasil pelo funcionamento do sistema proporcional. O TRE-SP explica que a votação do partido ou federação ajuda a definir quantas cadeiras a chapa poderá ocupar, e não apenas a votação individual de cada candidato.
O diretório paulista do União Brasil lista atualmente nove deputados estaduais em São Paulo. Uma candidatura com alta votação poderia fortalecer a chapa, puxar outros nomes para a Alesp e aumentar a capacidade de negociação da sigla com o governo Tarcísio e partidos do campo conservador.
Situação de Marçal na Justiça Eleitoral ainda pesa
O plano depende da situação eleitoral de Marçal. Em dezembro de 2025, o TRE-SP manteve a inelegibilidade do influenciador por oito anos em uma ação sobre o chamado “concurso de cortes” na campanha municipal de 2024. A decisão também manteve multa de R$ 420 mil por descumprimento de ordem judicial.
O quadro jurídico de Marçal não tem uma única direção. Em novembro de 2025, o próprio TRE-SP reverteu por unanimidade outra condenação à inelegibilidade em processo que apurava suposta venda de apoio político a candidatos a vereador em troca de Pix. Além da disputa judicial, o União Brasil ainda precisa definir formalmente qual cargo Marçal tentará disputar em 2026.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/milton-leite-articula-pablo-arcal-alesp-tarcisio-2026/

