Moraes quebra sigilos de empresa de Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro

Alexandre de Moraes, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal. Foto: Alejandro Zambrana/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial de uma das holdings do advogado Willer Tomaz, amigo do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão foi tomada na sexta-feira (23).

Moraes fixou prazo de 24 horas para o envio das informações. O cumprimento da determinação depende da formalização das notificações às autoridades responsáveis, conforme a reportagem. A ordem alcança três categorias de dados protegidos, além das restrições patrimoniais determinadas no mesmo despacho.

A decisão também inclui o bloqueio de bens até o limite de R$ 6 bilhões, o cancelamento dos passaportes de Willer Tomaz, inclusive um diplomático, e a suspensão das atividades econômicas, financeiras e empresariais de suas companhias. O valor é o teto da medida patrimonial, não uma quantia que já tenha sido localizada ou efetivamente bloqueada.

Willer Tomaz também é alvo da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Nessa frente, a PF apura suspeitas de lavagem de dinheiro que teriam como beneficiário o senador Weverton Rocha (PDT-MA). O advogado e o parlamentar negam irregularidades.

Flávio Bolsonaro Willer Tomaz
O advogado Willer Tomaz junto do candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Reprodução

Os vínculos empresariais e financeiros entre Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro são objeto de outra apuração, envolvendo plataformas de apostas e meios de pagamento. A revista piauí publicou documentos que apontam indícios de uma sociedade indireta do senador na Best Bet, por meio de estruturas empresariais em Portugal. Entre os elementos analisados pela PF estão registros bancários relacionados à Alcazar Holdings.

Procurada pela Folha, a campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que ele não é investigado no Supremo. Segundo a equipe, o material encaminhado pela PF ainda não havia sido convertido em inquérito contra o senador, pois não existiam manifestação da Procuradoria-Geral da República ou decisão judicial sobre a abertura do procedimento.

Em manifestações anteriores, Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz negaram manter sociedade ou relação comercial e financeira. Ambos sustentam que os laços entre suas famílias são de amizade. A assessoria do candidato também contestou a interpretação dos registros bancários e afirmou que a vinculação identificada era indevida.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/moraes-quebra-sigilos-de-empresa-de-willer-tomaz-amigo-de-flavio-bolsonaro/