Uma ativista anticorrupção de origem polonesa, que investigava denúncias envolvendo negócios da família do presidente do Equador, Daniel Noboa, foi encontrada morta em circunstâncias contestadas por organizações civis e colegas de trabalho. Monika Silva Koniuszek, de 41 anos, foi localizada sem vida em sua casa na cidade costeira de Montañita, na província de Santa Elena.
Inicialmente, autoridades do governo equatoriano levantaram a hipótese de suicídio. O ministro do Interior afirmou que indícios encontrados no local apontavam nessa direção. No entanto, um laudo pericial posterior, realizado em Guayaquil, concluiu que a causa da morte teria sido uma combinação de golpe na cabeça e estrangulamento, o que reforçou a tese de violência.
A ativista era conhecida por atuar contra crimes ambientais, corrupção e grilagem de terras, além de colaborar com jornalistas locais em investigações sobre redes de tráfico e interesses políticos na região. Colegas afirmam que ela vinha investigando a empresa Noboa Trading, ligada à família do presidente, incluindo suspeitas envolvendo contêineres de banana onde teria sido encontrada cocaína, além de possíveis interferências em investigações judiciais.

Segundo pessoas próximas, pouco antes de morrer, Monika teria entregue um dossiê com denúncias à embaixada dos Estados Unidos em Quito. Ela também relatava sofrer ameaças de morte e pressão judicial, atribuídas a redes criminosas atuantes na região de Santa Elena.
Amigos afirmam ainda que a ativista já vinha sendo alvo de intimidação há anos e que vivia sob vigilância. Uma amiga relatou à imprensa polonesa que ela dizia estar sendo seguida e que acreditava ter sido colocada sob ameaça por cartéis ligados ao crime organizado.
O caso gerou repercussão internacional, com autoridades da Polônia pedindo cooperação nas investigações e cobrando apuração independente, rápida e transparente. Já na comunidade onde vivia, moradores organizaram homenagens, com flores, velas e um mural em sua memória, além de rebatizar uma rua local em sua homenagem.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/mulher-investigava-empresa-familia-presidente-equador-assassinada/

