O favorito de Bolsonaro para o Ministério da Fazenda de Flávio

Flávio e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

O advogado e economista Adolfo Sachsida é o nome preferido de Jair Bolsonaro para comandar o Ministério da Fazenda em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). O ex-ministro hoje coordena a área econômica da campanha presidencial do senador e mantém acesso direto ao ex-presidente, segundo a Folha de S.Paulo.

Integrantes da campanha e colaboradores de Flávio alegam que Sachsida reúne o perfil buscado por Jair Bolsonaro: um técnico que não trabalhe para banqueiros nem para compradores de precatórios. Sachsida e a campanha de Flávio não comentaram a indicação.

A decisão final, porém, caberá a Flávio se ele vencer a eleição. A escolha pode envolver outros fatores e o economista não lidera as preferências do mercado financeiro, embora também não enfrente rejeição entre os nomes cotados.

Jair Bolsonaro recebeu Flávio em duas visitas em outubro, depois de o senador ficar desde julho sem encontrar o pai. As conversas trataram dos rumos da campanha, enquanto a disputa interna pelo futuro ministro da Fazenda ganhou força entre familiares, aliados e integrantes da candidatura.

Sachsida coordena plano econômico e defende cortes de gastos

Jair Bolsonaro
Adolfo Sachsida. Foto: Adriano Machado/Reuters

Sachsida dirige a equipe que prepara o programa econômico de Flávio Bolsonaro e conversa com empresários, banqueiros e agentes da Faria Lima. A campanha anunciou a colaboração de cem economistas, sem divulgar a lista completa, e o ex-ministro comandaria 25 grupos técnicos.

Em evento na Casa Lide, no início de setembro, Sachsida defendeu um ajuste fiscal centrado na redução de despesas. “Precisamos de um ajuste feito via controle de gastos, não dá para criar mais novos tributos. Nosso processo de consolidação fiscal é através de redução de gastos”, afirmou.

O economista também propõe um teto de gastos orientado pelo nível de endividamento do país, redução do número de ministérios e combate aos supersalários no serviço público. Ele negou que a campanha tenha adotado um plano de ajuste equivalente a 1,5% do PIB.

Entre os demais cotados para a Fazenda estão Marcelo Kayath, ex-Credit Suisse e apoiado por Eduardo Bolsonaro; Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central e respaldado por Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP); Mansueto Almeida, do BTG Pactual; e Alexandre Bettamio, do Bank of America.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-favorito-de-bolsonaro-para-o-ministerio-da-fazenda-de-flavio/