OEA aponta atuação estrangeira e vê desinformação nas eleições brasileiras

Foto: Karime Xavier/Folhapress

A missão de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou preocupações com o ativismo político internacional e com a insegurança jurídica durante a eleição brasileira. O relatório preliminar divulgado nesta terça-feira (6), após o primeiro turno, registra críticas a decisões individuais e contraditórias de ministros do STF e do TSE.

Na avaliação da missão, o Brasil não ficou livre da tendência de chefes de Estado se manifestarem sobre eleições de outros países, inclusive com insultos contra uma das candidaturas. O documento registra preocupações de atores políticos e representantes da sociedade civil, mas não conclui que houve interferência estrangeira comprovada. Também reproduz a posição do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, de que não foram constatados fatos que indicassem essa interferência.

Sobre a atuação judicial, a OEA afirma que decisões monocráticas das duas cortes geraram incerteza. Conforme os relatos recebidos pelos observadores, essas medidas podem ter afetado a equidade em determinados momentos da disputa, favorecendo uma ou outra candidatura.

As críticas se concentram em decisões sobre desinformação e realização de debates, com interpretações diferentes ou mudanças próximas da votação. A missão também registra queixas sobre o protagonismo de ministros na campanha, mas ressalva que parte das controvérsias decorreu de reclamações apresentadas pelas próprias candidaturas aos tribunais.

Kassio Nunes Marques
Kassio Nunes Marques, ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Foto: Rosinei Coutinho/STF

O relatório menciona um ofício enviado por Nunes Marques ao presidente do STF, Edson Fachin, em 28 de setembro. No documento, o presidente do TSE manifestou preocupação com o que classificou como sobreposição indevida de competências e com os efeitos de decisões individuais do Supremo sobre a condução da eleição.

Outro exemplo é a reviravolta judicial na candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná. Na noite anterior à votação, uma decisão negou o registro e determinou a nulidade dos votos. Horas depois, a medida foi suspensa, com o registro restabelecido como deferido com recurso e a contabilização dos votos condicionada à decisão definitiva do plenário do TSE.

A OEA ressalta que a interrupção temporária na atualização do portal público de resultados, quando 64,81% das atas haviam sido apuradas, não comprometeu a totalização: o sistema continuou funcionando enquanto o painel ficou sem atualização. A missão também avaliou positivamente a ausência das Forças Armadas nas atividades de fiscalização e auditoria junto à Justiça Eleitoral, diferentemente de 2022.

Com 91 observadores de 23 nacionalidades, a missão acompanhou o processo em 21 unidades federativas, incluindo o Distrito Federal, e em seis cidades no exterior. A organização descreveu a campanha como marcada por polarização, judicialização e desinformação e informou que retornará ao Brasil para observar o segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.

!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/oea-aponta-atuacao-estrangeira-e-ve-desinformacao-nas-eleicoes-brasileiras/