Os bastidores para a economia em eventual 4º mandato de Lula

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília. Foto: Reprodução

A possibilidade de um quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já movimenta discussões nos bastidores do governo, do mercado financeiro e do empresariado sobre os rumos da política econômica a partir de 2027. Embora ainda não exista um programa definido, auxiliares e interlocutores do petista disputam espaço com propostas distintas para conciliar investimentos públicos, programas sociais e controle da dívida. Com informações do Globo.

Lula tem sinalizado a pessoas próximas que pretende deixar um “legado” que vá além da imagem de presidente responsável pela ampliação de políticas sociais. Entre as prioridades avaliadas estão investimentos em minerais críticos, transição energética e universalização da educação em tempo integral.

Ao mesmo tempo, o presidente demonstra preocupação crescente com o endividamento público e com o avanço das despesas obrigatórias. Uma ala do governo defende que um eventual novo mandato comece com um sinal mais forte de contenção fiscal, reduzindo a pressão do mercado e da chamada “curva de juros”.

O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027 prevê crescimento das despesas totais de 1% acima da inflação. Parte da equipe, porém, considera necessário reduzir também o limite de expansão dos gastos sujeitos ao arcabouço fiscal, atualmente autorizado a crescer até 2,5% acima da inflação.

Nesse cenário, aliados defendem uma revisão de despesas obrigatórias e de programas como o Benefício de Prestação Continuada. Também há pressão por mudanças mais profundas no sistema previdenciário dos militares. Outra ala avalia que as regras atuais são suficientes, desde que acompanhadas de medidas para conter gastos e ampliar a flexibilidade do Orçamento.

Cartão do Benefício de Prestação Continuada. Foto: Reprodução

Setores mais ligados ao petismo tradicional defendem uma estratégia diferente. Para esse grupo, o atual arcabouço já limita excessivamente os investimentos públicos. Sem a possibilidade de disputar outra reeleição, Lula poderia ampliar os gastos para consolidar o “legado” pretendido. Até agora, contudo, essa proposta não aparece como favorita do presidente.

Caso um ajuste fiscal seja adotado, integrantes do governo defendem que ele também alcance o “andar de cima”. O pacote incluiria combate aos supersalários e penduricalhos no serviço público, maior tributação sobre os mais ricos e redução dos chamados “gastos tributários”.

A intenção seria revisar benefícios fiscais considerados “gratuitos”, concedidos a poucas empresas e sem retorno comprovado para a economia. A redução das renúncias de receitas ajudaria a melhorar as contas públicas e permitiria ao governo afirmar que o esforço fiscal será dividido entre diferentes setores.

Mesmo diante da possibilidade de maior austeridade no início de um novo mandato, interlocutores consideram provável a manutenção do modelo de Estado indutor, com investimentos públicos, oferta de crédito e medidas regulatórias voltadas ao desenvolvimento econômico.

!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/os-planos-de-bastidores-para-a-economia-em-eventual-4o-mandato-de-lula/