Paris, privilégios e Bolsa Família: o abismo entre a elite de Huck e o povo brasileiro. Por Nathalí

Angélica e o marido Luciano Huck em Paris

Eu tenho todos os motivos para odiar gente rica e aproveito isso ao máximo.

Dessa vez foi Luciano Huck, um cara que já se propôs a se candidatar à Presidência do país.

Depois de declarar, na maior cara dura, que “o Bolsa Família é essencial para quem passa fome, mas não pode ser o projeto de vida de uma geração”, foi para Paris.

É essa a elite que temos no Brasil: Deus para si e o diabo para os outros.

Quantas mães cozinham em fogões improvisados por falta de gás? Quantas pessoas passam fome e passariam ainda mais sem o auxílio do Bolsa Família?

Só não vê quem não quer: essa gente detesta pobre.

Angélica, acostumada com todos os luxos possíveis, reclamou do café da manhã em Paris porque não havia “o menor glamour”.

O mais triste, entretanto, é ver gente pobre admirando essa elite como se ser rico com privilégios fosse mérito.

O Bolsa Família, graças a Lula, põe comida na mesa de milhões de brasileiros e tirou o Brasil do Mapa da Fome.

Enquanto isso, eles reclamam em Paris.

Segundo reportagens sobre o evento, ele usou o exemplo do município de Senhor do Bonfim para defender que a gestão pública deveria criar mais oportunidades de mobilidade social e empreendedorismo.

Luciano, quem passa fome não empreende. Frequentemente, acabam no seu programa sendo ridicularizados pelo que você chama de caridade.

Ana Paula Renault usou suas redes para manifestar apoio pelo fim da escala 6x1, e contra a PL da Dosimetria
A campeã do BBB 26, Ana Paula Renault. Foto: Reprodução/Instagram

Ana Paula Renault — eu jamais imaginaria ter uma ex-BBB como favorita — usa seus stories para lutar contra a escala 6×1. É exatamente isso que os influenciadores deveriam fazer, já que infelizmente existem.

A elite do atraso só se importa consigo mesma e frequentemente emoldura a pobreza para ganhar audiência e muito dinheiro, como faz Luciano Huck desde que se entende por gente.

Dez mil reais — talvez o preço da diária dele em Paris, ou talvez eu seja ingênua o suficiente para acreditar que seja tão pouco — para humilhar pobre em rede nacional, expondo-os ao ridículo.

Eles precisam da pobreza porque precisam da caridade para parecer gente. Quem é gente de verdade não ataca programas sociais; ao contrário, defende-os.

E talvez seja justamente essa a diferença entre quem conhece a fome e quem apenas a comenta em auditórios e entrevistas.
Para milhões de brasileiros, o Bolsa Família não é teoria econômica, estatística ou debate eleitoral: é comida na mesa, gás de cozinha, material escolar e dignidade. Lula entendeu isso.

A elite brasileira, em grande parte, continua sem entender. Porque é muito fácil falar em mérito, empreendedorismo e esforço individual quando nunca se precisou escolher entre pagar uma conta ou jantar e ver seus filhos morrendo com fome.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/paris-privilegios-e-bolsa-familia-o-abismo-entre-a-elite-de-huck-e-o-povo-brasileiro-por-nathali/