A Polícia Federal (PF) arquivou na quarta-feira (7) o pedido de investigação sobre uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. Segundo reportagem de Roseann Kennedy, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, a decisão foi tomada pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, em meio à preocupação com os efeitos políticos de uma eventual apuração.
De acordo com a colunista, a medida também buscou evitar que a oposição sustentasse a tese de um suposto “golpe judicial” articulado pelo governo Lula em conjunto com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para impedir uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.
A discussão ganhou força no domingo (4), quando Andrei Rodrigues anunciou a abertura de um procedimento para verificar possíveis interferências externas no processo eleitoral. Horas depois, a divulgação do resultado do primeiro turno, que apontou Flávio Bolsonaro à frente de Luiz Inácio Lula da Silva, levou aliados do senador a alertar para a possibilidade de uma reação institucional contra o candidato.
🚨🇧🇷 A Polícia Federal abriu uma apuração sobre suspeita de interferência do governo de Donald Trump nas eleições brasileiras. A informação foi confirmada neste domingo (4), dia do primeiro turno, pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
“Nós recebemos de fato uma… pic.twitter.com/IjjRZwiqlb
— Jornal Razão (@jornalrazao) October 4, 2026
Conforme a apuração, a expressão “golpe judicial” passou a circular em conversas reservadas no STF e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na terça-feira (6), Rodrigues foi chamado para uma reunião no gabinete de Alexandre de Moraes, realizada fora da agenda oficial.
Durante o encontro, os participantes avaliaram que não havia elementos de sustentação para a investigação por parte do TSE, da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou dos observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA). A continuidade do caso poderia ampliar o desgaste do Supremo, sobretudo entre os ministros associados ao governo Lula.
Nesse cenário, a reportagem aponta que integrantes das instituições passaram a considerar a necessidade de estabelecer canais de diálogo com Flávio Bolsonaro. Procurado por meio de sua assessoria, Alexandre de Moraes não se manifestou sobre o assunto.
O pedido arquivado havia sido apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU). Em documento assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, o órgão solicitou a apuração de uma possível participação financeira do governo de Donald Trump no apoio à direita brasileira.
A representação da AGU teve como base uma reportagem do jornal britânico The Guardian, que mencionou a suspeita de financiamento. A Polícia Federal, no entanto, confirmou o arquivamento do pedido na quarta-feira (7), encerrando essa iniciativa de investigação.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/pf-apura-interferenciaeua-eleicao-flavio-bolsonaro/


