A Polícia Federal encontrou uma imagem de apoio ao AI-5 na foto de perfil do WhatsApp da técnica agrícola Taís Simone Prado Leal, alvo de mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela é de Petrolina (PE) e é considerada foragida pelos investigadores.
A informação consta em relatório elaborado a partir da perícia no celular de Taís, apreendido depois que a PF a prendeu em 10 de janeiro de 2023, na Operação Lesa Pátria. Os investigadores apontaram elementos de participação relevante nos atos golpistas, o que levou à rescisão do Acordo de Não Persecução Penal (ANPP).
A imagem usada no perfil trazia mensagem em defesa do AI-5, ato institucional mais repressivo da ditadura militar brasileira. O texto dizia: “13 de dezembro de 1968. Em favor da segurança nacional, o presidente Costa e Silva cassou ministros do STF por concederem habeas corpus a criminosos comunistas”.
A perícia também localizou mensagens com ataques a Alexandre de Moraes, incluindo a frase “morte ao Xandão”. Em outro celular ligado a Taís, a PF identificou conversas em que ela mencionava a organização do acampamento e a compra de capas de chuva e botas para viajar a Brasília.

Dados de localização e acordo com a PGR
Em um grupo de mensagens, Taís sugeriu apoio de atiradores registrados para retirar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do poder. “Solução agora na minha opinião é os atiradores ajudar nós ou vão entregar suas armas? Os CACs?”, escreveu.
Os dados de geolocalização apontam que Taís estava em Jacobina (BA) em 7 de janeiro de 2023 e em Brasília no dia seguinte. Às 17h57 de 8 de Janeiro, o aparelho dela registrou presença na Esplanada dos Ministérios; às 18h44, na Praça dos Três Poderes. A PF não confirmou se ela entrou em prédios públicos invadidos.
Taís firmou ANPP com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em março de 2024, quando confessou participação no acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, onde manifestantes pediam intervenção militar. Moraes revogou o acordo depois que a PF extraiu novos dados dos celulares, que, para a PGR, indicaram atuação mais ampla do que a admitida na confissão.
O ministro decretou a prisão preventiva após Taís deixar de cumprir determinações judiciais e não se apresentar para a instalação de tornozeleira eletrônica. Moraes citou informação da Secretaria de Administração Penitenciária de Pernambuco (Seap-PE) sobre várias tentativas de contato sem sucesso e escreveu que a acusada está “deliberadamente desrespeitando as medidas cautelares impostas nestes autos”.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/pf-encontra-foto-ai-5-whatsapp-tecnica-agricola-procurada-moraes/

