O deputado bolsonarista Vinicius Gurgel (PL-AP) foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal nesta sexta-feira (13), em Macapá, capital do Amapá. A ação faz parte da Operação Pedágio 2. Com informações do Metrópoles.
A investigação apura a atuação de uma suposta organização criminosa suspeita de desvios de recursos públicos relacionados a obras em trechos não pavimentados da BR-156. De acordo com a PF, os fatos investigados envolvem possíveis crimes de organização criminosa, corrupção e fraude a licitações.
Ao todo, foram cumpridos oito mandados autorizados pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Agentes estiveram em endereços vinculados ao parlamentar na capital amapaense. Entre os locais visitados estão imóveis residenciais, a residência do parlamentar na região central de Macapá e a sede do Partido Liberal (PL) na capital.


Vinicius Gurgel é apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliado político do prefeito de Macapá, Dr. Furlan (MDB). A esposa do deputado, Luciana Gurgel, ocupa o cargo de secretária de Assistência Social do município. O prefeito é citado nos bastidores políticos como possível candidato ao governo do Amapá em 2026.
Um dos mandados também teve como alvo um depósito de materiais vinculado à prefeitura de Macapá, situado no bairro Santa Rita. A investigação tramita no STF e apura a aplicação de recursos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e de obras públicas executadas em Macapá, envolvendo suspeitas relacionadas ao período entre 2015 e 2019.
Vinicius de Azevedo Gurgel, nascido em 1978, é empresário e contador, formado em Ciências Contábeis. Ele exerce mandato de deputado federal pelo Amapá desde 2011, tendo sido reeleito em 2014, 2018 e 2022. O parlamentar é considerado aliado político do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Desde 2021, Gurgel é investigado no Inquérito 4.889, que apura suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo contratos do DNIT no estado. Em 2023, a Procuradoria-Geral da República solicitou a quebra de sigilos no âmbito da investigação. Em janeiro de 2026, o STF encaminhou o caso à PGR após a realização de oitivas e delação que mencionou o nome do parlamentar.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre os objetivos específicos das buscas nem forneceu informações adicionais sobre o andamento da operação. A defesa do deputado federal também não se pronunciou.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/pf-faz-acao-contra-deputado-olsonarista-por-desvios-em-obras-de-rodovia/

