Investigadores do caso Banco Master apuram se o banqueiro Daniel Vorcaro pagou propina a um senador da oposição para impedir a abertura de uma CPI sobre a instituição no Congresso Nacional. Segundo o Metrópoles, o valor teria ficado entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões.
O suposto pagamento teria ocorrido no primeiro semestre de 2026, período em que o Master passou a ocupar o centro das atenções após a compra parcial da instituição pelo Banco de Brasília (BRB). Naquele momento, Vorcaro ainda não havia sido preso. O banqueiro foi detido pela primeira vez em novembro de 2025, mês em que o Banco Central liquidou o Banco Master.
Mesmo após a prisão de Vorcaro e o avanço das investigações, as cúpulas do Senado e da Câmara resistem à instalação de uma CPI para investigar o caso. Diversos pedidos de apuração já foram protocolados no Congresso, mas nenhum avançou até agora.
Essa nova apuração não especifica se o senador investigado de travar a CPI seria Ciro Nogueira (PP-PI). De acordo com a Operação Compliance Zero, o presidente do PP recebeu mesada de R$ 300 mil a R$ 500 mil mensais do banqueiro para pautar projetos que beneficiariam o Banco Master.

A suspeita sobre eventual pagamento a um senador da oposição acrescenta uma nova frente ao caso, que já envolve apurações sobre fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e possíveis conexões políticas. O foco dos investigadores é saber se houve atuação parlamentar para barrar uma comissão de investigação em troca de vantagem indevida.
Ao Metrópoles, integrantes da defesa de Daniel Vorcaro disseram, sob reserva, desconhecer o fato. Eles também indicaram que o episódio não teria sido narrado na proposta de delação premiada entregue pelo banqueiro.
A proposta de colaboração de Vorcaro foi apresentada por sua defesa à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR) na quarta-feira (6). O material será analisado por policiais e procuradores antes de qualquer avanço formal nas negociações.
Nesta etapa, as autoridades vão verificar se os documentos entregues pelo dono do Master trazem elementos capazes de comprovar os relatos apresentados. Caso considerem necessário, PF e PGR poderão pedir informações complementares ao banqueiro.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/pf-investiga-se-vorcaro-pagou-propina-a-senador-para-travar-cpi-do-banco-master/

