PF vê indícios de que presidência da Câmara sabia de emendas clandestinas de Eduardo Cunha

Eduardo Cunha – Foto: Reprodução/Facebook Eduardo Cunha

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que há indícios de que a Presidência da Câmara dos Deputados tinha conhecimento e deu aval às indicações de emendas parlamentares atribuídas ao ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG).

Cunha é investigado por supostamente ter indicado ao menos 29 emendas sem exercer cargo eletivo. O ministro do STF Flávio Dino determinou o bloqueio de mais de R$ 6,1 milhões em bens do ex-presidente da Câmara, que nega ser o responsável pelas indicações.

Segundo a PF, Eduardo Cunha utilizava servidores da Câmara para direcionar emendas de acordo com seus interesses políticos em Minas Gerais, estado pelo qual é pré-candidato a deputado federal. A servidora Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, era responsável por operacionalizar o direcionamento. Ela já havia sido alvo de operação da PF em dezembro do ano passado.

Eduardo Cunha e Mariângela Fialek – Foto: Reprodução

“Tudo indica que Tuca contava com pleno aval da presidência da Casa para promover os desvios de emendas” em favor de Eduardo Cunha, afirmou a Polícia Federal. A investigação aponta que Cunha “opera como agente privado com poderes políticos equivalentes ou até superiores aos de parlamentares em exercício, interferindo no direcionamento de recursos federais sem qualquer autorização institucional”.

Nos bastidores da Câmara, Eduardo Cunha é considerado aliado do atual presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do antecessor, Arthur Lira (PP-AL). Durante a presidência de Cunha, Hugo Motta assumiu a presidência da CPI da Petrobras, indicada por Leonardo Picciani (MDB), e participou da abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT) em abril de 2016.

Em nota, Cunha afirmou que as emendas investigadas foram “oficialmente apresentadas e indicadas por parlamentares, bancadas ou órgãos legitimados”. A defesa negou que ele tenha apresentado as indicações e disse que vai recorrer contra o bloqueio de bens. “Deste modo, a defesa rejeita a tentativa de equiparar automaticamente a legítima interlocução política ao exercício clandestino de mandato parlamentar”, afirmou a manifestação.

!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/pf-ve-indicios-de-que-presidencia-da-camara-sabia-de-emendas-clandestinas-de-eduardo-cunha/