PGE quer multa contra a Meta por interferência pró-Flávio Bolsonaro durante as eleições

Manifestantes em frente à sede da Meta em SP. Foto: Brian Snyder/Reuters

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) defendeu a aplicação de multa à Meta por entender que a empresa descumpriu parte das ordens do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assegurar tratamento isonômico às campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno presidencial. O relator do caso, ministro Marco Aurélio Bellizze, já indicou que a penalidade pode chegar a R$ 1 milhão por dia.

A manifestação atende a uma solicitação de Bellizze, feita após a campanha de Lula pedir que a Corte cobrasse da dona de Facebook, Instagram e WhatsApp provas das medidas adotadas. Para a PGE, a própria resposta apresentada pela empresa contém reconhecimento expresso ou implícito de falhas no cumprimento das determinações.

O órgão eleitoral apontou a ausência de processamento isonômico das denúncias e de relatório sobre os canais usados para essas reclamações. Também citou a falta de informes individualizados sobre anúncios reavaliados ou suspensos, das providências concretas tomadas e da reapresentação, em português, de um relatório sigiloso.

Na terça-feira (20), a Meta informou ao TSE que cumpriu as medidas impostas pela Corte para equilibrar a distribuição de conteúdos políticos e a veiculação de anúncios eleitorais. A empresa negou ter adotado qualquer critério seletivo entre as candidaturas.

Conselho Internacional de Supervisão da Meta em reportagem televisiva
Conselho Internacional de Supervisão da Meta em reportagem do Jornal Nacional. Foto: Reprodução

Traduções e imagens geradas por inteligência artificial entram na apuração

A campanha de Lula apresentou novos elementos sobre o funcionamento da inteligência artificial da plataforma. Um dos exemplos citados envolve a tradução de comentários favoráveis ao petista e críticos a Flávio Bolsonaro: a frase “Flávio futuro presidiário!!” teria sido convertida para “Flávio future president!!”, ou “Flávio futuro presidente”.

A representação também relata que “Nosso futuro presidiário” foi traduzido como “Our future president”. Para a Procuradoria, a distinção de respostas conforme a candidatura reduz a credibilidade de que se trata de uma falha aleatória e afeta manifestações espontâneas de eleitores e suas métricas.

Outro ponto envolve a geração de imagens pela Meta AI. A equipe de Lula sustenta que comandos relacionados a “presidente”, “Presidência da República” e “eleições”, mesmo associados a personagens fictícios ou figuras aleatórias, produzem materiais favoráveis a Flávio Bolsonaro com o número 22.

Bellizze determinou em 15 de outubro que a Meta não reduza a distribuição, exclua recomendações ou restrinja buscas de conteúdos político-eleitorais de nenhuma das candidaturas. A empresa também deveria aplicar critérios idênticos em sua ferramenta de inteligência artificial, enquanto a PGE pede detalhamento da análise de 255 perfis considerados inautênticos e das medidas adotadas conta a conta.

!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/pge-multa-meta-ordem-tse-lula-flavio-bolsonaro/