“Pilantra, cala a boca”: aliado de Eduardo Bolsonaro humilha advogado de golpistas

Jeffrey Chiquini, Allan dos Santos e Kim Paim. Foto: Reprodução

Uma discussão entre o advogado paranaense Jeffrey Chiquini e o influenciador digital Kim Paim em live do delinquente Allan do Santos, foragido nos Estados Unidos, expôs mais um racha na extrema-direita brasileira.

O confronto aconteceu em live no TimeLine, canal de Santos no YouTube.

Santos colocou Chiquini em sua live e o advogado paranaense pediu desculpas ao bolsonarista sediado na Austrália “por ter distorcido algumas falas de Paim”. Uma dessas situações envolve Hugo Motta (Republicanos), atual presidente da Câmara dos Deputados.

“Errei ao dizer que Paim apoiou Hugo Motta para a Presidência da Câmara e sou um grande admirador do seu trabalho”, disse Chiquini sobre Paim.

“Deixa de ser pilantra, cala a boca, Chiquini. Fale a verdade e seja honesto”, disse o influencer baiano.

O advogado paranaense avalia concorrer a deputado federal no Paraná pela legenda de Romeu Zema.

Já a ala de Paim e outros bolsonaristas deve obediência cega ao clã Bolsonaro.

Quem é Jeffrey Chiquini

Chiquini ganhou notoriedade ao atuar na defesa de Filipe Martins, ex-assessor especial da Presidência, em processos no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também representa outros investigados e militares envolvidos no inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado em 08 de janeiro de 2023.

Para Chiquini, o objetivo da direita “deveria ser a vitória contra Lula”. Segundo o advogado, “convencer os 30% eleitores que não querem ir para a urna” deve ser o foco da campanha da direita.

Paim foi citado pela Polícia Federal (PF) nas investigações da estrutura paralela da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), criada durante o governo Bolsonaro, como um “vetor de propagação” da espionagem ilegal de investigados. De acordo com a PF, a Abin realizava espionagem sem autorização contra autoridades, servidores e jornalistas vistos como opositores pelo governo Bolsonaro.

Dois indivíduos detidos nessa operação da PF também mencionaram Paim em suas mensagens. O militar Giancarlo Rodrigues e o agente da PF Marcelo Bormevet, ambos ocupando cargos de confiança na agência, utilizaram uma postagem de Paim para atacar o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com uma ampla audiência de mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais, Paim gera receita por meio do YouTube, em que publica vídeos diários com cerca de uma hora de duração, e através de seu site, onde oferece conteúdos exclusivos para assinantes que chegam a R$ 100 por mês.

Para a PF, o uso de influenciadores digitais como Paim para disseminar informações ilegais da “Abin paralela” foi uma tática para proteger os responsáveis do “núcleo político”, incluindo Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro de possíveis repercussões legais.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/pilantra-cala-a-boca-aliado-de-eduardo-bolsonaro-humilha-advogado-de-golpistas/