Presidente do União Brasil vira alvo da PF em investigação contra o PCC

Antônio Rueda, presidente do União Brasil. Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

O presidente do União Brasil, Antônio Rueda, aparece como alvo das investigações da operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025 pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em parceria com a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal. A operação apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) nos setores financeiro e de combustíveis. Com informações do Metrópoles.

A PF investiga se Rueda seria proprietário oculto de jatos executivos registrados em nome de terceiros e de fundos de investimento. As aeronaves são operadas pela empresa Táxi Aéreo Piracicaba, também utilizada por investigados centrais na Carbono Oculto, como Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, dono da refinaria Copape.

O empresário Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo” ou “João”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”. Foto: Reprodução

Uma das aeronaves, o Cessna 560XL de matrícula PRLPG, está registrada em nome da Magik Aviation, ligada à Bariloche Participações S.A., sediada em São Paulo. A empresa é controlada por empresários do setor de mineração, Haroldo Augusto Filho e Valdoir Slapak, que já foram alvos da operação Sisamnes em 2024, que apurou venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A Bariloche tem aportes de fundos ligados à gestora Genial, como o Viena, que aparece nas investigações da Carbono Oculto por reunir características de “fundo caixa-preta”, utilizado para ocultação de patrimônio. Tanto o fundo Bariloche quanto o Viena constam na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sem auditoria independente por falta de documentos.

Entre as aeronaves citadas estão um Cessna 525A, um Raytheon R390 e um Gulfstream G200, este último avaliado em quase R$ 100 milhões. Nos registros da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), um dos jatos aparece em nome de um dirigente do Republicanos no Ceará.

A operação Carbono Oculto investiga a movimentação de mais de R$ 50 bilhões em postos de combustíveis entre 2020 e 2024. O esquema apurado envolve desde a importação de insumos até a distribuição de combustíveis, com uso de fundos e fintechs para lavar dinheiro.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/presidente-do-uniao-brasil-vira-alvo-da-pf-em-investigacao-contra-o-pcc/