Presidente interina da Venezuela celebrou soltura de Lula e zombou da derrota de Bolsonaro

Delcy Rodríguez e Lula. Foto: Reprodução

Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela e mandatária interina do país após o sequestro de Nicolás Maduro, tem sido uma figura central nas relações entre seu país e o Brasil. Conhecida por suas posturas políticas firmes, ela se destacou por seu apoio a Lula e críticas aos governos dos ex-presidentes Jair Bolsonaro e Michel Temer.

Desde 2018, quando assumiu a vice-presidência, ela tem se manifestado com frequência sobre a política brasileira, especialmente durante os períodos de maior tensão entre os dois países. A relação entre Delcy e o Brasil sofreu desgaste durante o governo Bolsonaro.

Em 2019, Delcy usou suas redes sociais para celebrar a liberdade de Lula, afirmando que ele foi uma “vítima de uma perseguição injusta”.

“Nossa América Latina vive tempos de força e avanços! A Venezuela celebra a liberdade do presidente Lula, vítima de uma injusta perseguição de elementos do extremismo brasileiro! Os povos do Sul crescem diante das dificuldades! Nosso único caminho é a liberdade! Viva Lula”, disse ela na ocasião.

Quando Lula foi eleito presidente do Brasil em 2022, Delcy parabenizou o “grandioso povo brasileiro” pela vitória, mas também aproveitou a oportunidade para alfinetar Bolsonaro. Ela celebrou a derrota do ex-presidente e compartilhou uma foto de Bolsonaro ao lado de outros líderes do Grupo de Lima, dizendo que eles perderam por terem “se metido com a Venezuela”.

Foto: Reprodução

A relação entre os dois países foi marcada por uma série de desentendimentos, principalmente quando Bolsonaro se alinhou com o governo de Donald Trump e apoiou Juan Guaidó, opositor de Maduro, como líder da Venezuela.

O Brasil chegou a conceder status de refugiado a militares desertores da Venezuela, algo que Delcy criticou fortemente, acusando o governo brasileiro de ser “santuário para terroristas” e de desestabilizar a paz da Venezuela.

Delcy também não poupou críticas a Temer, especialmente após o impeachment de Dilma Rousseff em 2016, que ela classificou como um “golpe de Estado”. Durante esse período, a Venezuela foi suspensa do Mercosul, com o Brasil exercendo um papel ativo na criação do Grupo de Lima, uma aliança de países de direita que se opuseram ao regime chavista.

A relação entre os dois países começou a melhorar com o retorno de Lula ao poder em 2023. Delcy foi finalmente recebida no Brasil para representar Maduro na Cúpula da Amazônia em Belém, um marco após anos de distanciamento.

!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/presidente-interina-da-venezuela-celebrou-soltura-de-lula-e-zombou-da-derrota-de-bolsonaro/