O PT estuda apresentar um pedido de suspeição contra Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob a acusação de que o ministro atua com engajamento favorável à candidatura de Flávio Bolsonaro. A iniciativa passou a ser discutida por lideranças e integrantes da equipe de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com informações de Mônica Bergamo, para Folha de S.Paulo.
O estopim para a discussão foi a decisão de Kassio que censurou o perfil “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Avante-MG) no WhatsApp. A campanha de Lula vê o episódio como evidência de falta de imparcialidade do presidente da corte eleitoral.
O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a ordem e restabeleceu o canal. Antes da intervenção de Kassio, Cueva já analisava o caso e havia dado prazo para que as candidaturas se manifestassem.
Ministros de uma ala do TSE relataram haver indícios de engajamento de Kassio na campanha de Flávio Bolsonaro, enquanto especialistas em direito eleitoral também questionaram a conduta do magistrado. Kassio foi indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Campanha de Lula se divide sobre pedido contra presidente do TSE

A cúpula da campanha de Lula se dividiu sobre a estratégia. Um grupo considera possível reunir quatro dos sete votos do TSE para afastar Kassio Nunes Marques de julgamentos relacionados à disputa eleitoral.
Outra ala avalia que o afastamento dificilmente prosperaria, mas defende a medida para expor o que classifica como engajamento do presidente do tribunal. Um terceiro grupo teme que a iniciativa amplie a animosidade de Kassio em relação a Lula.
Integrantes do TSE críticos à atuação de Kassio apontam ao menos quatro ocasiões em que ele interrompeu julgamentos virtuais com maioria formada a favor de Lula, por meio de pedidos de destaque, por exemplo. O mecanismo leva a análise para uma sessão presencial e reinicia a votação.
Em junho, Kassio também recebeu críticas ao proibir a divulgação de uma pesquisa Atlas/Bloomberg que indicava queda de Flávio após o caso “Dark Horse”, envolvendo o presidenciável e o banqueiro Daniel Vorcaro. O levantamento tratava do pedido de recursos para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.
Kassio negou a interlocutores que atue em benefício de qualquer candidatura e classificou as críticas como tentativas de intimidação. O ministro sustenta que suas decisões seguem um padrão e que pede destaque quando entende que a jurisprudência do TSE não está sendo respeitada.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/pt-estuda-suspeicao-kassio-nunes-marques-tse-flavio/


