Os dois fatores na pesquisa Quaest que assustam a campanha de Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

O baixo interesse dos eleitores pela disputa presidencial e a menor mobilização da direita criam um obstáculo para o senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes. Para o cientista político, o eleitorado do presidente Lula (PT) demonstra mais disposição para participar da campanha de 2026.

Uma pergunta inédita da pesquisa ajuda a medir a diferença entre os dois campos. Lula é considerado a opção ideal da esquerda por 49% do total de entrevistados, enquanto 33% apontam Flávio como o melhor nome disponível na direita.

“Essa é uma eleição em que o engajamento do eleitor da direita parece estar abaixo do engajamento do eleitor de Lula. O de Lula está mais animado que o da direita”, afirmou Nunes ao g1. Ele acrescentou que o cenário pode afetar o comparecimento às urnas: “Isso impacta a abstenção, que historicamente é um problema para Lula e agora Flávio também precisa enfrentar. Essa é a novidade”.

Entre os eleitores da esquerda não lulista, 79% consideram Lula o nome ideal, e 20% discordam. Na direita não bolsonarista, 50% escolhem Flávio, enquanto 45% preferem outro candidato. O levantamento também aponta que 37% estão muito interessados na eleição, 40% têm pouco interesse e 22% não demonstram nenhum interesse.

Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

Augusto Cury avança entre os eleitores independentes

O escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) aparece como um dos beneficiados pela baixa mobilização, principalmente entre os independentes. Nunes definiu o candidato como alguém que está “buscando a paz” em uma disputa marcada pela polarização entre lulistas e bolsonaristas.

Lula lidera o primeiro turno com 37% das intenções de voto, contra 30% de Flávio e 10% de Cury. Entre os independentes, porém, Cury alcança 24% e fica em empate técnico com o presidente, que registra 21% nesse segmento.

Em uma projeção de segundo turno, Lula supera Cury por seis pontos no resultado geral. O escritor, porém, vence entre os independentes por 36% a 28%. Para Nunes, Cury terá dificuldade para avançar sobre os núcleos lulista e bolsonarista, mas pode crescer entre eleitores de direita insatisfeitos com Flávio.

A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A Justiça Eleitoral registrou o levantamento sob o número BR-07065/2026.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/quaest-apatia-direita-flaviobolsonaro-eleicao-2026/