Quem foi Cristiane Sampaio, jornalista encontrada morta aos 40 anos em Brasília

A jornalista Cristiane Sampaio. Foto: reprodução

A jornalista cearense Cristiane Sampaio, produtora da TV Câmara, foi encontrada morta nesta segunda-feira (8) no apartamento onde morava, em Brasília. Ela tinha 40 anos. Segundo as informações iniciais, não havia sinais de violência no local. A causa da morte ainda não foi confirmada.

Nas redes sociais, Cristiane se definia como “uma repórter de alma amanteigada e sempre em busca da palavra exata”. Natural do Ceará, ela vivia no Distrito Federal desde 2016 e construiu uma trajetória marcada pela atuação em veículos de comunicação, órgãos públicos e entidades ligadas à defesa dos jornalistas.

Cristiane se formou em jornalismo pela Universidade Federal do Ceará (UFC) em 2008. Também era pós-graduada em Tradução de Espanhol, Linguística Aplicada pela Universidade Estadual do Ceará (Uece) e em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas.

Antes de se mudar para Brasília, trabalhou na TV Verdes Mares, afiliada da Globo no Ceará, onde atuou como produtora. Também passou pela assessoria de imprensa do Ministério Público do Ceará. No Distrito Federal, integrava a equipe da TV Câmara.

Nas redes sociais, a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) lembrou a passagem de Cris pelo Brasil de Fato em “uma trajetória marcada pelo compromisso com a democracia, os direitos humanos e as lutas populares”.

Além da atuação profissional, Cristiane teve participação ativa no movimento sindical. Ela foi diretora do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) por duas gestões consecutivas, entre 2019 e 2022 e entre 2022 e 2025, na coordenação de Formação.

O SJPDF e o Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF divulgaram nota lamentando a morte da jornalista e destacando sua atuação em defesa da categoria. As entidades ressaltaram a dedicação de Cristiane aos direitos humanos, ao acesso à informação e às lutas trabalhistas.

“Para além da competência técnica, Cristiane era muito estudiosa e comprometida com os direitos humanos e o acesso à informação. No campo sindical e dos movimentos sociais, destacou-se pela coragem e firmeza na defesa dos colegas e nunca se omitiu diante de irregularidades trabalhistas, movida por uma inesgotável capacidade de se indignar contra as injustiças”, disseram as entidades.

Na mesma nota, o sindicato e o coletivo afirmaram que a jornalista deixa uma marca nos espaços de atuação profissional e sindical. “Perdemos uma amiga carinhosa, uma companheira de luta exemplar e uma profissional que via no jornalismo uma ferramenta essencial para a defesa dos direitos das pessoas. Sua falta será sentida em todos os espaços da nossa profissão e militância”, complementaram.

As entidades também prestaram solidariedade a familiares, amigos e colegas de Cristiane. O Curso de Jornalismo da UFC, onde ela se formou, também publicou manifestação de pesar pela morte da ex-aluna.

“A familiares, amigas/os e companheiras/os de profissão, nós, do curso de Jornalismo da UFC, expressamos nossas condolências, reconhecendo e valorizando a trajetória de Cristiane Sampaio, marcada por competência profissional e comprometimento com os direitos humanos”, afirmou a universidade.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/quem-foi-cristiane-sampaio-jornalista-encontrada-morta-aos-40-anos-em-brasilia/