Michelle, Milei e a convenção do PL de Flávio Bolsonaro

Javier Milei, presidente da Argentina. Foto: reprodução

A presença de Javier Milei na convenção do PL, nesse sábado em São Paulo, como grande nome internacional de apoio a Flávio Bolsonaro, só expõe ainda mais a precariedade do fascismo brasileiro.

Milei quebrou a Argentina e empobreceu o povo. Não é exemplo para ninguém dentro ou fora da Argentina. Se perder a eleição de outubro do ano que vem, será preso logo depois por envolvimento com uma máfia de criptomoedas.

Um candidato que não tem vice e nem apoio do resto da direita no Brasil busca o amparo de um extremista em decadência, que enfrenta protestos em Buenos Aires todas as quartas-feiras. E que está sendo cercado pelo sistema de Justiça como integrante de uma organização criminosa.

Como não conseguiram atrair Michelle para a convenção, Flávio e seu entorno tentam compensar com Milei. Pergunte a alguém da velha direita o que o bolsonarismo pode ganhar com isso. Que interesse o brasileiro médio pode ter por Milei, que sensibiliza apenas a base raiz do eleitor bolsonarista?

Dizem também que o sujeito veio ao Brasil para atacar Lula. Mas quem pode temer um presidente fraco, que tem a autoridade desafiada até por sua vice, Victoria Villarruel? Milei é, antes de ser um fascistão, um grande vigarista.

Javier Milei e Flávio Bolsonaro
Javier Milei e Flávio Bolsonaro lado a lado em encontro divulgado nas redes sociais. Foto: Reprodução

REMÉDIO NA BOCA

Contaram para a coluna de Malu Gaspar no Globo, que acreditou e publicou o que ouviu, que Michelle não vai à convenção do PL na Arena Pacaembu por ter que dar remédio para Bolsonaro.

Um ex-presidente, que tem R$ 40 milhões no banco, não pode contratar uma enfermeira que cuide dele durante a ausência da mulher, para que tome o remédio na hora certa?

Acreditem, mas o Globo publicou essa informação na coluna de Malu Gaspar, atribuída a uma pessoa ligada à família: “Michelle não pode ficar mais de três horas fora de casa por causa dos remédios do Bolsonaro. Ela não pode deixar o Jair só com a Laurinha”.

Laurinha é a filha deles, de 15 anos. Bolsonaro não tem condições de tomar os remédios, mas tem discernimento e energia para articular a candidatura do filho e cuidar dos arranjos de apoio aos nomes da extrema direita nos Estados?

É isso mesmo? O Globo acreditou nessa conversa e divulgou a versão da família de que por isso Michelle irá mandar uma mensagem por vídeo, que será mostrado na convenção com uma saudação ao enteado com quem fez as pazes.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/quem-nao-tem-michelle-danca-com-milei-por-moises-mendes/