Racha entre Tarcísio e centrão faz partido discutir novo nome ao governo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Foto: Divulgação

O Partido Progressistas (PP) intensificou nos últimos dias as cobranças públicas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, alegando falta de apoio político e dificuldades na relação institucional com a legenda. O foco principal da insatisfação é a ausência de respaldo claro à candidatura de Guilherme Derrite ao Senado em 2026, além de queixas sobre comunicação e atenção a parlamentares do partido.

Segundo dirigentes do PP, o desconforto se agravou nos últimos meses e já provoca discussões internas sobre a possibilidade de lançar uma candidatura própria ao Palácio dos Bandeirantes. A movimentação ocorre mesmo após Tarcísio ter sinalizado publicamente que pretende disputar a reeleição ao governo paulista.

Em nota divulgada neste sábado (27), o diretório estadual do partido afirma existir um “crescente descontentamento de prefeitos da legenda” com a atual gestão estadual. O texto menciona que o PP conta hoje com 54 prefeitos em São Paulo, o que amplia o peso político da insatisfação dentro da sigla.

Ainda de acordo com a nota, o partido já avalia nomes para uma eventual candidatura própria ao governo. Um deles é Filipe Sabará, ex-secretário nas gestões municipal e estadual de João Doria e que atualmente atua na interlocução de Flávio Bolsonaro com empresários da região da Faria Lima.

Filipe Sabará, ex-secretário nas gestões municipal. Foto: Divulgação

Outro nome citado internamente é o do deputado federal Ricardo Salles, que atualmente está filiado ao Novo. A eventual filiação ou apoio do parlamentar seria analisada como parte de uma estratégia mais ampla para fortalecer a presença do PP na disputa estadual.

“Há queixas recorrentes sobre a falta de atenção a parlamentares, dificuldades de comunicação e uma percepção de distanciamento entre membros do atual governo estadual e a direção partidária do Progressistas, tanto em nível nacional quanto estadual”, afirma a nota divulgada pelo partido, explicitando o tom crítico adotado pela legenda.

O texto também vincula o debate estadual ao cenário nacional. “Com a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da República, o partido também passou a considerar estratégico ter, no Palácio dos Bandeirantes, um governador mais alinhado ao projeto nacional da sigla”, diz outro trecho do documento oficial.

Segundo a avaliação interna do PP, essa sintonia política facilitaria a montagem e a sustentação das chapas de candidatos a deputado federal e estadual em São Paulo, considerado um dos principais colégios eleitorais do país. O partido entende que o alinhamento no Executivo estadual pode influenciar diretamente o desempenho eleitoral.

Guilherme Derrite, citado como peça central da tensão, deixou a Secretaria de Segurança Pública em novembro para retornar à Câmara dos Deputados. Ele passou a se dedicar à relatoria da PEC da Segurança Pública e ao próprio projeto eleitoral. Ao assumir o cargo no governo paulista, ele era filiado ao PL, mas trocou de partido neste ano e se filiou ao PP, movimento que elevou a expectativa de apoio da sigla ao seu nome.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/racha-entre-tarcisio-e-centrao-faz-partido-discutir-novo-nome-ao-governo/