O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da PEC da Blindagem no Senado, afirmou que a proposta que restringe investigações contra parlamentares “joga a imagem do Legislativo no lixo” e garantiu que será derrubada. O parecer contrário será apresentado na próxima quarta-feira (24) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O texto foi aprovado às pressas pela Câmara dos Deputados, mas gerou forte reação negativa da sociedade e até arrependimento público de parlamentares que votaram a favor.
Segundo Vieira, a proposta é “um erro completo, um desastre”. Ele disse que não há justificativa para criar imunidades adicionais para deputados e senadores, já que medidas semelhantes, em vigor até 2001, travaram investigações sem proteger a democracia. “Tem dois tipos de parlamentares: os que não entenderam o que estavam votando e os que querem proteger bandido”, declarou o relator à Folha de S. Paulo.
A PEC prevê que o Judiciário só possa processar parlamentares com autorização do próprio Congresso, em votação secreta. Além disso, processos já em andamento poderiam ser congelados, o que ampliaria o alcance da medida e beneficiaria inclusive deputados estaduais. Críticos afirmam que a proposta representa a maior ofensiva do Legislativo contra o sistema de combate à corrupção construído desde os anos 1980.


O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), também já se posicionou contra a PEC e será o responsável por decidir quando o relatório de Vieira irá a voto. Para o relator, a avaliação no Senado deve ser rápida, já que existe “forte senso comum de que foi um erro grosseiro” a aprovação da proposta na Câmara.
A repercussão negativa atingiu diretamente parlamentares nas redes sociais. Deputados como Jilmar Tatto (PT-SP) e Pedro Campos (PSB-PE) foram alvos de críticas e precisaram se justificar publicamente. No WhatsApp, circulam listas com fotos dos que apoiaram a proposta, acompanhadas de legendas críticas. A pressão popular é vista como um dos fatores que devem dificultar a tramitação no Senado.
Além do desgaste político, senadores avaliam que a PEC também cria atrito com o Supremo Tribunal Federal (STF) em um momento delicado, com a eleição presidencial de 2026 se aproximando. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já sinalizou que não pretende acelerar a análise da proposta, reforçando a expectativa de que a iniciativa não prospere.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/relator-chama-pec-da-blindagem-de-erro-completo-e-promete-rejeicao/


