O avanço do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados no STF (Supremo Tribunal Federal) coincidiu com a pressão do Centrão pela anistia aos envolvidos no 8 de janeiro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou defender um projeto mais restrito, que apenas reduza penas dos condenados, sem incluir os principais articuladores. Já líderes do Centrão e da oposição defendem um texto amplo, que poderia livrar Bolsonaro de uma eventual prisão, embora mantendo sua inelegibilidade na Justiça Eleitoral.
Nos bastidores, ministros do Supremo consideram a proposta de Alcolumbre “mais palatável”, mas admitem que o ambiente político ganhou força para a anistia ampla após a movimentação do governador de SP, Tarcísio de Freitas (PL), em Brasília.
A avaliação é de que o governador busca consolidar sua candidatura presidencial de 2026 ao amarrar apoio do centrão e se credenciar como herdeiro do bolsonarismo. Ainda assim, há resistências tanto no Senado quanto no governo Lula, que considera a medida um risco de impunidade.
Segundo cálculos de líderes do Centrão, há cerca de 300 votos na Câmara favoráveis a uma anistia ampla, e o presidente da Casa, Hugo Motta, admitiu que pode pautar a votação após o julgamento, que termina no dia 12. A possibilidade de acordo político, com aval tácito de parte do STF, também circula no Congresso. Enquanto petistas e governistas prometem mobilizar a opinião pública contra a medida, a oposição afirma ter maioria para aprovar o requerimento de urgência já na próxima semana.


O movimento expôs a divisão entre os Poderes. De um lado, Alcolumbre tenta articular um texto alternativo para evitar a inclusão de Bolsonaro; de outro, partidos como PL, PP, Republicanos, Novo e União Brasil defendem o perdão amplo – o PSD se declarou dividido, enquanto o PT classificou a proposta como erro político, atribuindo seu avanço à articulação de Tarcísio.
A pressão política aumentou após declaração do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, que afirmou ser impossível discutir anistia antes do julgamento, mas que, após as condenações, a questão passa a ser política.
Na quarta-feira (3), Lula afirmou a integrantes da cúpula do União Brasil que é contra a anistia. Em reunião no Palácio da Alvorada, o presidente pediu empenho contra o projeto e disse que a medida equivaleria a uma rendição ao presidente dos EUA, Donald Trump, reforçando o discurso de que a anistia representaria impunidade aos golpistas.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/stf-da-aval-a-alcolumbre-para-reduzir-penas-do-8-1-mas-centrao-quer-anistia-a-bolsonaro/

