Os temporais que atingiram o Paraná entre quarta-feira (4) e quinta-feira (5) deixaram 440 pessoas fora de casa em Pitanga, na região central do estado, e provocaram alagamentos, deslizamentos e danos à infraestrutura em outros municípios. Em Rio Branco do Ivaí, no Vale do Ivaí, a enxurrada destruiu uma ponte e danificou bueiros.
Pitanga registrou 150 milímetros de chuva apenas na quarta-feira, conforme dados divulgados pelo Governo do Paraná. Rios transbordaram e a água atingiu residências, comércios e vias públicas da cidade.
As autoridades contabilizaram 400 moradores desalojados, que buscaram abrigo com familiares ou amigos, e 40 pessoas acolhidas em abrigos públicos. Problemas no abastecimento de água levaram a rede municipal a suspender as aulas na quinta-feira.
O Instituto Água e Terra fechou temporariamente o viveiro florestal de Pitanga depois que a água atingiu a estrutura. Técnicos aguardam a redução do nível dos rios para vistoriar o local e verificar se houve perda de mudas; o órgão ainda não informou quando retomará as atividades.
Temporais atingiram algumas regiões no estado do Paraná nessa segunda-feira (2) e no fim de semana. No dia do feriado de finados, a prefeitura de Maringá anunciou decreto de calamidade pública devido à destruição que a chuva e o vendaval causaram na cidade. https://t.co/oONLT4IsOC
— Rita com fitas (@RitaLobato25) November 5, 2026
Em Goioxim, a Defesa Civil identificou pelo menos 50 residências afetadas pelo temporal. Quarenta e nove imóveis sofreram alagamentos, enquanto um foi atingido por deslizamento de terra. O município não possui estação meteorológica oficial para medir o volume acumulado de chuva.
Rio Branco do Ivaí teve ruas da área central inundadas após o transbordamento de cursos d’água na noite de quarta-feira. Um levantamento preliminar da prefeitura apontou alagamentos em três vias, entre elas a Avenida Rio Branco, além de seis casas e dois estabelecimentos comerciais atingidos.
Duas residências em Rio Branco do Ivaí podem precisar ser desocupadas, dependendo de avaliação de segurança. Na PR-535, no trecho conhecido como Serra do Chicote, deslizamentos levaram a prefeitura a mobilizar máquinas para retirar terra da pista; a passagem foi liberada, mas áreas de risco continuam parcialmente interditadas por ameaça de desmoronamento do asfalto.
O prefeito Pedro Taborda Desplanches disse que pretende pedir auxílio emergencial ao Governo do Estado. “Já estamos levantando a situação para ver o que é possível fazer. Rodou ponte, bueiro, e precisamos esperar a água baixar para avaliar a real extensão dos estragos”, afirmou. O Simepar alertou que as áreas de instabilidade avançariam da metade sul para o norte do Paraná, com risco de chuva forte, vento, descargas elétricas e granizo.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/temporais-deixam-fora-de-casa-destroem-ponte-parana/

