Biden detona ICE após assassinatos e cobra investigações

O ex-presidente dos EUA Joe Biden. Foto: Brian Snyder/Reuters

O ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden quebrou o silêncio nesta terça (27) e detonou a atuação do ICE em Minneapolis após operações que resultaram na morte de dois cidadãos americanos. Para ele, os episódios representam uma traição aos “valores mais básicos” do país e não podem ser normalizados como política de Estado.

“Não somos uma nação que executa seus cidadãos a tiros nas ruas. Não somos uma nação que permite que seus cidadãos sejam brutalizados por exercerem seus direitos constitucionais”, escreveu o democrata em publicação nas redes sociais.

Ele também afirmou que os EUA não são um país que “pisoteia a Quarta Emenda”, que protege contra buscas e apreensões ilegais. “O povo de Minnesota permaneceu firme, ajudando membros da comunidade em circunstâncias inimagináveis, falando contra a injustiça quando a veem e responsabilizando nosso governo perante o povo”, acrescentou.

Segundo ele, os moradores “já sofreram o bastante” e que “o terror não tem lugar nos Estados Unidos da América, especialmente quando é nosso próprio governo mirando cidadãos americanos”.

Sem citar diretamente medidas administrativas, Biden fez referência ao presidente Donald Trump ao afirmar que “ninguém sozinho pode destruir o que a América representa”. “Nem mesmo um presidente”, prosseguiu.

Agentes do ICE prendem imigrante nos EUA. Foto: Kerem Yucel/RFI

O ex-presidente citou nominalmente as vítimas, Alex Pretti e Renée Good, e cobrou “investigações completas, justas e transparentes”. Ele se soma a outros democratas que já criticaram o ICE, como Bill Clinton e Barack Obama.

Alex Pretti, enfermeiro e cidadão americano, foi morto no sábado (24) durante uma abordagem de agentes federais. Vídeos mostram que ao menos seis agentes tentaram contê-lo por cerca de 20 segundos antes de disparar várias vezes, deixando-o imóvel no chão. O governador de Minnesota, Tim Walz, classificou o caso como “mais um ataque a tiros horrível”.

O episódio ocorreu apenas duas semanas após a morte de Renée Good, também cidadã americana de 37 anos, baleada por um agente do ICE na mesma cidade. Os dois casos ampliaram a pressão política sobre o governo e reacenderam o debate sobre os limites da atuação federal em ações de imigração dentro do território americano.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/terror-biden-detona-ice-apos-assassinatos-e-cobra-investigacoes/