O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal que não poderia permanecer desarmado porque estava acompanhado de três mulheres em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar.
“Tinha três mulheres em casa e eu não podia ficar desarmado”, disse Jair Bolsonaro, em depoimento à polícia.
A declaração foi registrada em decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou prazo de 48 horas para manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre a apreensão de uma arma ligada ao caso e sobre a continuidade do benefício concedido ao ex-presidente.
O caso teve início após a apreensão de um armamento durante uma blitz realizada com o sargento Estácio Leite da Silva Filho. Durante a abordagem, o militar informou atuar na segurança de Bolsonaro e se identificou como integrante do Gabinete de Segurança Institucional. Segundo o relato registrado pelas autoridades, ele também declarou que a arma pertencia ao ex-presidente.
Após a apreensão, Bolsonaro foi ouvido pela Polícia Civil do Distrito Federal. De acordo com sua defesa, o depoimento durou cerca de cinco minutos. Os advogados sustentam que a arma apresentava defeito e que havia sido entregue a um dos seguranças apenas para averiguação do problema.

A defesa também rejeitou qualquer tentativa de descumprimento das determinações judiciais. Em publicação nas redes sociais, o advogado Paulo Bueno Cunha afirmou que “em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal” e classificou o caso como “criminalmente acromático”.
O caso ocorre enquanto o Supremo Tribunal Federal analisa a situação da prisão domiciliar concedida a Bolsonaro após sua alta hospitalar. O ex-presidente recebeu autorização para cumprir a medida por 90 dias em razão do tratamento de uma broncopneumonia, e o prazo está sob avaliação da Corte.
Na decisão divulgada nesta quarta-feira (24), Moraes apontou a necessidade de manifestação da PGR tanto sobre a apreensão da arma quanto sobre eventual prorrogação do regime domiciliar. O ministro citou dispositivos da Lei de Execuções Penais relacionados ao cumprimento de medidas restritivas.
O magistrado classificou a situação envolvendo o armamento como possível “falta grave”. O magistrado destacou que a legislação prevê consequências para condenados que mantenham, de forma indevida, instrumentos capazes de ofender a integridade física de terceiros durante o cumprimento da pena.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/tinha-tres-mulheres-em-casa-bolsonaro-explica-por-que-manteve-arma-durante-prisao-domiciliar/

