Trump manda jornalista ficar quieta na Casa Branca

A jornalista Akayla Gardner e o presidente Donald Trump, dos EUA. Fotomontagem

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mandou a jornalista Akayla Gardner “ficar quieta” depois de ela questioná-lo sobre a exclusão de veículos críticos da cobertura na Casa Branca. A correspondente da MS Now abordou o republicano na saída da residência oficial, no sábado (26).

Gardner perguntou se Trump queria apenas meios de comunicação que o apoiassem no grupo de imprensa que acompanha a Presidência. Ele negou e afirmou gostar de “imprensa livre”, mas atacou a repórter e a emissora para a qual ela trabalha.

“Não, não, não. Eu quero notícias de verdade, não fake news como você”, disse Trump. Em seguida, ele chamou a MS Now de “MS DNC”, numa referência ao Comitê Nacional do Partido Democrata dos EUA.

A jornalista insistiu e perguntou se o presidente não queria responder a questões difíceis. “Fique quieta”, retrucou Trump, antes de repetir acusações de que os veículos impedidos de entrar na Casa Branca divulgam notícias falsas.

Credenciais revogadas e decisão judicial

A própria conta da Casa Branca no X publicou o vídeo da discussão. O episódio ocorreu após Trump revogar, no fim de semana anterior, as credenciais de correspondentes da MS Now, da CNN e do site Politico, barrando a cobertura direta da residência presidencial e de compromissos da agenda oficial.

Trump descreveu a medida como uma “interdição da imprensa livre” e admitiu que busca encerrar coberturas que considera excessivamente negativas sobre seu governo. A Justiça Federal restaurou temporariamente o acesso dos veículos na quinta-feira, mas a equipe presidencial manteve restrições em eventos posteriores.

Repórteres da CNN e da MS Now não puderam cobrir o jantar de Estado oferecido ao presidente chinês Xi Jinping, segundo o jornal britânico The Guardian. Na sexta-feira, equipes da CNN também ficaram fora do Air Force One na viagem de Trump ao Tennessee.

A CNN estava prevista para acompanhar Trump em Knoxville, onde ele assistiu a uma partida de futebol americano universitário. Entre os veículos audiovisuais, apenas a Real America’s Voice, rede de direita favorável ao presidente, acompanhou a visita; a emissora não disponibilizou imagens para outras organizações jornalísticas.

!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/trump-manda-jornalista-ficar-quieta-apos-pergunta-sobre-veto-a-imprensa-na-casa-branca/