Se a Folha e o Datafolha tivessem encomendado à Inteligência Artificial a melhor pesquisa para o momento, teriam conseguido algo parecido com essa que o jornal publica nesse sábado. É a mesma fotografia de 22 de maio, com Lula com 47% e Flávio com 43% no segundo turno.
Uma pesquisa boa para o instituto e a Folha, que não se incomodam com mudança na diferença dentro da margem de erro, boa para Flávio, que não vê Lula disparar, e boa para Lula, que mantém uma vantagem segura de distância, mas sem exageros e sem incitar euforias.
No mais, o que a pesquisa tem é tudo do mesmo. Caiado e Zema não são candidatos, mesmo que apareçam, como engano, como ‘competitivos’ num segundo turno, o que não significa nada. Contra Caiado, Lula faria 47% a 41%, e contra Zema, 48% a 39%.
Se tirarem Flávio e esses dois e colocarem Damares, Sergio Moro, Joaquim Barbosa ou Zé Trovão, os resultados serão semelhantes. Em simulação de primeiro turno, Zema perde até para Renan Santos, o candidato do Missão do MBL. Tem 2% e Santos em 3%.
A pesquisa encerrada na sexta não capta os humores do eleitor depois da denúncia de envolvimento do senador Jaques Wagner com Daniel Vorcaro. Mas alguma consulta aos eleitores será capaz de servir de avaliação segura do impacto do caso?
Talvez não, porque a percepção do brasileiro sobre Jaques Wagner, por enquanto, deve ser quase a mesma do torcedor médio sobre o lateral Douglas Santos, da Seleção. A maioria sabe que Wagner é baiano e que Santos é paraibano.

Mas estaremos, durante um bom tempo, submetidos ao duelo de mais uma tentativa de equivalências, agora entre Flávio e Wagner. O próprio Flávio já andou dizendo que o PT também tem o seu amigo do banqueiro mafioso.
O duelo envolve comparações inúteis. Flávio pegou dinheiro de Vorcaro para um filme sobre o pai, que é um projeto cultural. Wagner teria recebido propina para comprar um apartamento, por concessões ao banco de Vorcaro na Bahia e como lobista no Congresso.
Tentativas de equivalências só existem com muitos mas-isso-e-aquilo. Mas Flávio é candidato a presidente e Wagner é candidato a senador. Mas Wagner é amigo de Lula. Mas Flávio ainda está ileso, sendo tratado de novo a pão de ló pelo Supremo, e Wagner sofreu busca e apreensão determinada por André Mendonça.
Em meio a esse embate, nas internas das esquerdas com cargos, mandatos e liderança e nas externas das redes sociais, dividem-se os grupos que pedem para que Wagner fique longe de Lula, enquanto outros passam pano e defendem que isso equivale a fazer o jogo do julgamento sumário da direita.
O que se tem é que o bolsonarismo dispõe no momento apenas das incertezas em torno de Wagner para construir alguma reação. E que tudo o que acontecer mais adiante dependerá da capacidade da grande imprensa de colar o caso em Lula.
A pesquisa do Datafolha deixa tudo como está, e a intuição nos diz que algo de muito impacto só acontecerá depois da Copa. Talvez até com Bolsonaro preso de novo na Papudinha, só por causa de uma pistola sem um parafuso.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/uma-pesquisa-para-acalmar-os-nervos-por-moises-mendes/

