VÍDEO: Rubinho ataca mãe falecida de Glauber e é chamado de “bandido”

O vereador e candidato a Deputado Federal, Rubinho Nunes (União Brasil) e o Deputado Federal, Glauber Braga (PSOL-RJ). Foto: Douglas Ferreira/Câmara dos Vereadores de São Paulo/Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O debate entre Glauber Braga (PSOL-RJ) e Rubinho Nunes (União Brasil-SP) no Podcast Três Irmãos terminou em gritaria depois que o vereador paulistano atacou a memória da mãe falecida do deputado. Glauber apontou o dedo para o adversário, chamou-o de “canalha”, “bandido” e “criminoso”, enquanto o apresentador Rodrigo Tchioro tentava encerrar uma discussão que já havia ultrapassado qualquer limite de civilidade.

Na reta final do programa, Rubinho afirmou que Saudade Braga, ex-prefeita de Nova Friburgo, havia sido processada por crimes e improbidade. Disse ainda que ela teria dado o primeiro emprego ao filho e questionou se Glauber alguma vez havia criado uma vaga de trabalho ou se sempre teria “mamado nas tetas públicas”. Em vez de enfrentar o deputado, Rubinho escolheu usar uma pessoa morta, que não estava ali para responder, como porrete político.

“Fale de mim, seu bandido criminoso”, reagiu Glauber. O deputado repetiu que sua mãe era falecida, exigiu que Rubinho deixasse sua família fora do confronto e disse que seria capaz de “muito mais do que um chute na bunda” para defender a honra dela.

Rubinho não recuou. Passou a ironizar o estado emocional de Glauber, disse que a mão e a garrafa do deputado estavam tremendo, perguntou se ele iria comer um Big Mac e disparou: “Vai chorar na cama que é lugar quente”. Depois, afirmou que o adversário seria suspenso novamente.

A provocação resgata quando Glauber expulsou da Câmara, em 2024, com empurrões e um chute, o então militante do MBL Gabriel Costenaro, que vinha provocando o deputado e fazendo referências à sua mãe. Saudade estava hospitalizada, em estágio avançado de Alzheimer, e morreu cerca de duas semanas depois. Pela agressão, Glauber teve o mandato suspenso por seis meses em dezembro de 2025 e só reassumiu o cargo em junho deste ano.

No processo criminal usado pelos adversários de Glauber Braga para atacar Saudade Braga, mostra que ela foi condenada em primeira instância, mas recorreu e acabou absolvida por unanimidade pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O processo foi arquivado.

Depois do programa, Glauber classificou Rubinho como “uma das figuras mais desprezíveis da política brasileira” e relembrou o projeto que poderia multar em até R$ 17.680 quem distribuísse comida a pessoas em situação de rua sem autorização da Prefeitura de São Paulo. Após a reação pública, Rubinho suspendeu a proposta, pediu desculpas a entidades e prometeu extingui-la. O homem que exige saber quantos empregos os outros criaram ficou conhecido por tentar transformar uma quentinha em infração administrativa.

O debate também expôs a memória seletiva de Rubinho em relação à família Bolsonaro. Segundo Glauber, o vereador descreveu Flávio Bolsonaro como uma das pessoas mais honestas do país e comparou sua vida a uma “folha de papel em branco”. Em 2021, porém, o mesmo Rubinho declarou: “Eu não faço fileira com a família Bolsonaro, com bandido, criminoso”.

Glauber também questionou quantas vezes Rubinho havia falado com Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil. Rueda foi incluído em uma investigação da Polícia Federal após um ex-piloto apontar supostas relações dele com aeronaves associadas a investigados em um esquema do PCC. O dirigente nega qualquer envolvimento e fala em campanha difamatória.

Durante a eleição de 2024, Rubinho divulgou o laudo médico falso usado para associar Guilherme Boulos ao consumo de cocaína. Ele teve o diploma cassado e foi declarado inelegível em primeira instância. O TRE-SP reverteu a punição porque a postagem alcançou menos de 1% de seus seguidores e não teria produzido gravidade quantitativa suficiente para desequilibrar o pleito. Ainda sim, próprio tribunal classificou a conduta como qualitativamente grave e propaganda eleitoral irregular.

Rubinho também foi condenado na esfera cível a pagar R$ 10 mil a Sâmia Bomfim por uma montagem ofensiva que, segundo a Justiça, induzia o público ao erro. Foi ainda o articulador da CPI contra organizações ligadas ao padre Júlio Lancellotti, que perdeu apoio depois que vereadores afirmaram não saber que o religioso seria alvo.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/video-rubinho-ataca-mae-falecida-de-glauber-e-e-chamado-de-bandido/