75% dos MEIs de Sergipe aumentaram faturamento após formalização, aponta Sebrae

 

A formalização como microempreendedor individual (MEI) contribuiu para o aumento do faturamento de 75% dos empreendedores sergipanos, segundo pesquisa do Sebrae. O levantamento também aponta que 71% dependem exclusivamente da atividade para gerar renda, enquanto a necessidade financeira foi o principal motivo para abrir um negócio, citada por 53% dos entrevistados.

O estudo mostra que a maioria dos MEIs de Sergipe está há pouco tempo no mercado: 70% atuam há menos de cinco anos. Antes de formalizar o empreendimento, 54% trabalhavam com carteira assinada, enquanto 12% eram empreendedores informais e outros 12% tinham emprego sem registro.

A emissão de nota fiscal, mencionada por 34% dos entrevistados, e o acesso aos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), apontado por 28%, são as principais razões para a formalização. Evitar problemas com a fiscalização aparece em terceiro lugar, com 15%.

“Além de garantir benefícios sociais, a formalização torna mais fácil o acesso ao crédito, a participação em licitações e, o mais importante, contribui para o aumento da renda. Isso mostra a importância de criar um ambiente favorável para a atuação dos empreendedores e com isso incentivar a sua legalização”, explica a superintendente do Sebrae, Priscila Felizola.

Dependência da atividade

A pesquisa revela que 71% dos microempreendedores individuais sergipanos não têm outra fonte de renda além do próprio negócio. Entre os entrevistados, 36,8% pertencem a famílias com renda mensal de até R$ 5 mil.

O perfil predominante é de empreendedores entre 30 e 49 anos, faixa que reúne 53,9% dos participantes. Em relação à escolaridade, 36% concluíram o ensino médio. Quanto à identificação de gênero, 49,8% se declararam do sexo masculino, enquanto 44,6% se identificaram como pessoas brancas.

O trabalho em casa é a principal forma de atuação, adotada por 39% dos MEIs. Outros 23% trabalham em estabelecimentos comerciais e 19% exercem as atividades na residência ou na empresa dos clientes.

Interesse em vender para o poder público 

Apesar de a formalização permitir a participação em compras públicas, apenas 17% dos entrevistados já venderam produtos ou serviços para prefeituras ou governos. Entre aqueles que nunca negociaram com o poder público, 56% demonstraram interesse nesse mercado. No entanto, somente 10% já se cadastraram em sistemas de compras governamentais.

A pesquisa também identificou demandas por capacitação. Propaganda e marketing lideram as áreas de interesse, citadas por 48% dos entrevistados, seguidas por estratégias de vendas nas redes sociais, com 40%. A gestão financeira do negócio aparece entre as necessidades de qualificação para 35% dos participantes.

*Com informações ASN-SE

Fonte: https://ajn1.com.br/75-dos-meis-de-sergipe-aumentaram-faturamento-apos-formalizacao-aponta-sebrae/