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O custo médio da construção civil no Rio Grande do Norte registrou variação de 0,03% em fevereiro, segundo dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), divulgados nesta quarta-feira 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa desaceleração em relação a janeiro, quando a taxa havia sido de 1,74%.
O desempenho do Estado foi o segundo menor entre as unidades da federação no período, ficando atrás apenas de Goiás, que registrou variação de 0,02%. Em Mato Grosso do Sul, não houve variação no custo da construção (0,00%).
A alta no Rio Grande do Norte também ficou abaixo da média da Região Nordeste (0,22%) e da média nacional (0,23%).
Com o resultado, o custo médio do metro quadrado (m²) no Estado passou de R$ 1.779,98 em janeiro para R$ 1.780,43 em fevereiro. Desse total, R$ 1.060,30 correspondem ao custo médio com materiais, enquanto R$ 720,13 se referem à mão de obra.
Segundo o gerente do Sinapi, Augusto Oliveira, a diferença entre os resultados dos dois primeiros meses do ano está relacionada a mudanças na tributação do setor. “A diferença entre as taxas de janeiro e fevereiro de 2026 se deve à influência, no primeiro mês do ano, da reoneração da folha de pagamento de emprego no setor da construção civil”, afirmou.
Na série calculada sem a desoneração da folha de pagamento, a variação registrada no Estado foi ainda menor, de 0,02% em fevereiro.
No acumulado de 2026, o custo médio da construção no Rio Grande do Norte apresenta alta de 1,77%. Já no acumulado de 12 meses, a variação chegou a 4,36% em fevereiro, a menor elevação entre os estados brasileiros.
O Sinapi produz séries mensais de custos e índices para o setor habitacional, além de informações sobre salários medianos da mão de obra e preços de materiais, máquinas, equipamentos e serviços da construção, abrangendo áreas como saneamento básico, infraestrutura e habitação.
As estatísticas são elaboradas conjuntamente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e pela Caixa Econômica Federal e são amplamente utilizadas na programação de investimentos públicos e privados, além de servirem de referência para elaboração, análise e atualização de orçamentos de obras e contratos.
Os resultados da pesquisa podem ser consultados no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra). A próxima divulgação do Sinapi, referente a março de 2026, está prevista para 10 de abril.
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Fonte: https://agorarn.com.br/ultimas/custo-da-construcao-no-rn-sobe-tem-2-menor-alta/

