A família de Amanda Ruanne Lopes da Silva, de 32 anos, contesta a versão apresentada pela Polícia Militar sobre a abordagem que terminou com a morte da mulher na comunidade Aldeia do Índio, na Grota do Cigano, no bairro Jacintinho.
Mulher morre durante abordagem policial na Grota do Cigano em Maceió
Segundo os familiares, Amanda não tentou tomar a arma do policial e não agrediu o agente antes de ser baleada. A versão foi apresentada pela prima da vítima, Wyllyany Ryelly, que afirma ter presenciado os momentos que antecederam o disparo.
De acordo com ela, Amanda havia ido à região com o filho, de 11 anos, e retornava para casa quando encontrou uma abordagem policial acontecendo na comunidade.
Segundo o relato, Amanda se aproximou para entender o que estava acontecendo e acabou discutindo com o policial. Wyllyany afirma que o agente teria se alterado e iniciado um confronto verbal com a prima.
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A familiar relata ainda que, durante a discussão, o policial teria empurrado Amanda. Segundo ela, a mulher recuou e, nesse momento, o agente teria sacado a arma e efetuado o disparo.
“Quem a conhecia sabia que ela era uma pessoa boa, mãe de família, ela não ia em nenhum momento tirar a arma de um policial, uma mulher não tem força para um policial. Em nenhum momento ela o agrediu fisicamente, ele que começou a agressão”, afirmou Wyllyany em entrevista à TV Pajuçara.
Ainda segundo a prima, Amanda inicialmente não teria percebido que havia sido atingida. Ela teria colocado a mão sobre o ferimento, chamado pela prima e caminhado alguns passos antes de cair.
Um dos principais pontos questionados pelos familiares é a afirmação de que Amanda teria tentado tomar a arma do policial.
A família também pede que as circunstâncias do disparo sejam esclarecidas por meio de imagens e depoimentos de testemunhas que estavam na comunidade.
Wyllyany afirma ainda que houve demora no socorro e critica a maneira como Amanda foi colocada na viatura após ser baleada. Essas alegações também deverão ser confrontadas com os demais elementos da investigação.
Além de contestar a dinâmica da abordagem, a família destacou a vida de Amanda e a responsabilidade que ela tinha com os filhos.
Segundo Wyllyany, Amanda era trabalhadora, mãe solo e responsável pelo sustento da família. A prima afirmou que ela precisava trabalhar para garantir a criação dos filhos e que era conhecida pelos familiares como uma mulher dedicada à família.
A família agora cobra esclarecimentos sobre o que aconteceu durante a abordagem e defende que as testemunhas e eventuais imagens sejam consideradas na apuração do caso.
“Quero justiça. E sei que Deus vai fazer justiça, porque minha prima morreu inocentemente. Ela era uma cidadã, mãe de família, trabalhadora. Ela era pai e mãe dos filhos dela, ela lutava para sustentar os filhos dela. Quem conhece a Amanda sabe do que eu estou falando”, finalizou.
Fonte: https://www.alagoas24horas.com.br/1760553/familia-nega-versao-da-pm-e-diz-que-amanda-nao-agrediu-policial-antes-de-morrer/

