Mapeamento da fotografia potiguar chega ao interior do RN

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Há um movimento silencioso em curso no Rio Grande do Norte: o de reunir imagens que, por décadas, permaneceram dispersas em álbuns domésticos, arquivos informais e coleções pouco acessíveis. É nesse terreno que avança o Mapeamento da Fotografia Potiguar, agora em uma nova fase — menos digital, mais territorial.

Nesta terça-feira 24, a equipe da Fototeca Potiguar desembarca em Caicó, no Seridó, marcando o início de uma série de visitas presenciais pelo interior do estado. A proposta é direta: encontrar quem guarda fotografias, identificar acervos e incorporar essas imagens a um levantamento mais amplo sobre a produção visual potiguar.

A etapa, descrita como “busca ativa”, desloca o projeto de um ambiente virtual para o contato direto com fotógrafos, colecionadores, instituições e moradores. Durante a passagem por Caicó, a equipe pretende orientar interessados, esclarecer dúvidas e incentivar o cadastramento de acervos na plataforma digital do projeto — um banco de dados que, aos poucos, busca dar forma a uma memória coletiva.

Criada a partir da Lei nº 11.619/2023, a Fototeca Potiguar se estrutura como política pública voltada à preservação e difusão da fotografia no estado. O mapeamento funciona como eixo central dessa estratégia: é a partir dele que se delineiam futuras ações de conservação, pesquisa e acesso.

Para a fotógrafa Meysa Medeiros, integrante da equipe, o deslocamento geográfico é também um gesto simbólico. “A fotografia do Rio Grande do Norte não está concentrada em um só lugar — ela está espalhada nas casas, nas cidades, nos arquivos pessoais e afetivos. Estar em Caicó é uma forma de se aproximar dessas histórias, ouvir as pessoas e garantir que esses acervos também façam parte do mapeamento”, afirma.

Ao sair da capital e percorrer outras regiões, o projeto amplia não apenas seu alcance, mas sua própria lógica. Mais do que reunir imagens, trata-se de construir uma rede — conectando territórios, trajetórias e diferentes formas de guardar o tempo. Um processo que, como as fotografias que busca, depende tanto do registro quanto do encontro.

Com previsão de continuidade até janeiro de 2027, o mapeamento permanece aberto à participação pública. Qualquer pessoa que possua acervos — pessoais, institucionais ou comunitários — pode integrar o levantamento por meio de cadastro online.

Serviço

O quê: Visita do Mapeamento da Fotografia Potiguar
Quando: Terça-feira 24
Onde: Salão Nobre da Secretaria de Cultura de Caicó/RN
Mais informações: fototecapotiguar.com.br
Instagram: @fototecapotiguar
Telefone: (84) 99697-7981

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Fonte: https://agorarn.com.br/ultimas/mapeamento-da-fotografia-potiguar-chega-ao-interior-do-rn/