Após anos de abandono, o tradicional Mercado Maceió (Produção), no bairro da Levada, começou a ganhar uma nova cara. Neste sábado (4), o prefeito JHC e o vice Rodrigo Cunha entregaram a primeira etapa da requalificação do espaço, que passa a contar com estrutura modernizada e novos boxes para comerciantes.
Desde a extinção do antigo Bompreço, o prédio estava abandonado, escuro e tomado por entulhos. Agora, passa a ter 64 boxes em piso de mármore e porcelanato, além de iluminação em LED, climatização e portas automáticas.
“É um marco o que vivemos agora. Uma obra que veio para mudar a realidade do mercado, fruto de um projeto muito bem elaborado. Antes a gente tinha que entrar aqui de lanterna, estava tudo destruído. Hoje, o lugar ganha vida, abastece a população de maneira digna com comidas fresquinhas e entra como destino turístico indispensável para a cidade. Esta foi apenas a primeira etapa de uma obra com todos os recursos financeiros já garantidos, mais de R$ 240 milhões. Não haverá descontinuidade”, afirmou JHC.
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A área inicial reformada, com cerca de 2.500 metros quadrados, passou a contar com 64 boxes modernizados, nova iluminação em LED, climatização e estrutura acessível. O local, que estava deteriorado desde o fechamento do antigo Bompreço, também recebeu estacionamento ampliado, banheiros adaptados e um mural artístico que resgata a história e a identidade cultural do mercado.
“Quando um equipamento público é construído dessa maneira, a tendência é que toda a região acompanhe o crescimento, receba novos negócios, hospitais e oportunidades. Foi necessária uma avaliação rigorosa de engenharia, devido ao grau de complexidade, mas conseguimos elevar o solo para suportar a estrutura. Poderia parecer um desafio inalcançável para uma população já desacreditada, mas não podíamos ignorar as memórias, os vínculos e todo o ecossistema que gira em torno desse patrimônio de Maceió”.
Décadas de descaso
O local que recebeu a primeira fase da requalificação é um prédio construído em 1970, pelo renomado e saudoso arquiteto uruguaio Eladio Dieste. Também engenheiro, Eladio criou o sistema das abóbadas de dupla curvatura em alvenaria, popularmente chamado de arco, e o implantou no Mercado da Produção. O prédio com teto em arcos virou símbolo do patrimônio histórico de Maceió e foi preservado na revitalização a partir de uma exigência do prefeito JHC.
A reforma do Mercado da Produção é uma demanda antiga de feirantes, consumidores e moradores da região, que já estavam desacreditados em um resultado real. Apesar de ser essencial para o abastecimento popular e geração de renda na capital, o lugar conviveu por décadas com alagamentos, mau cheiro, acúmulo de lixo e passagem irregular de animais domésticos próxima a mantimentos. A falta de condições higiênico-sanitárias mínimas também afetava o dia a dia de comerciantes, clientes e fornecedores.
Obras continuam
As obras do Mercado da Produção devem levar cerca de dois anos para a finalização total. A Prefeitura de Maceió praticamente ergue a construção do zero, com elevação de solo e outras intervenções de engenharia de aterros, para que não ocorram mais alagamentos. O novo mercado terá cerca de 40 mil metros quadrados, tamanho três vezes maior que o atual e tem obras estimadas em mais de R$ 240 milhões. As intervenções são realizadas por módulos, com o remanejamento organizado para que comerciantes não fiquem sem trabalhar.
O espaço total terá capacidade para mais de dois mil permissionários – 50% a mais que o atual mercado, e contemplará estacionamento para 900 veículos. O projeto inclui energia solar e reaproveitamento de água, praça de alimentação, jardim, área de convivência, creche Gigantinhos e bloco administrativo com serviços da prefeitura. Além de oferecer um espaço digno para feirantes e consumidores, o objetivo da gestão é transformar o Mercado da Produção em um novo cartão-postal de Maceió.
Fonte: https://www.alagoas24horas.com.br/1730952/mercado-maceio-e-reaberto-apos-anos-de-abandono-e-ganha-nova-estrutura/

